terça-feira, 4 de outubro de 2016

MITOS E VERDADES CIENTÍFICAS SOBRE A CAFEÍNA

MITOS E VERDADES CIENTÍFICAS SOBRE A CAFEÍNA

Diariamente bilhões de pessoas contam com a cafeína para um impulso para suas atividades. É dito por pesquisadores que a cafeína é o principal propulsor do desenvolvimento material do mundo ocidental.
De fato, este estimulante natural é um dos ingredientes mais utilizados no mundo (1).
Por muito tempo o café e a cafeína foram demonizados como alimentos danosos, mas recentemente estudos recolocaram o café como um alimento benéfico e inofensivo quando ingerido com moderação.
Hoje é seguro considerar seu copo diário de café ou chá como uma maneira agradável de promover boa saúde. Desde que, é claro, sua individualidade esteja de acordo com isto. Nada é universal, coisas diferentes funcionam para pessoas diferentes. Café não é para todo mundo… mas faz a diferença na vida de MUITA gente.
Este artigo examina as pesquisas mais recentes sobre a cafeína e seus efeitos na saúde, abordando alguns dos principais mitos construídos ao redor da bebida.

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O QUE É CAFEÍNA?

A cafeína é um estimulante natural comumente encontrado em chás, café e chocolate (aqui associada à teobromina). Funciona estimulando o cérebro e o sistema nervoso central, ajudando a nos manter alertas e prevenindo o cansaço.
Alguns historiadores afirmam que o primeiro chá foi oficialmente preparado na data de 2737 A.C (1). Relata-se que o café foi descoberto muitos anos depois, quando um pastor etíope notou a energia extra que comer um certo grão selvagem proporcionava às suas cabras.
Refrigerantes cafeinados entraram no mercado no fim de 1800 e as bebidas energéticas apareceram logo em seguida. Atualmente 80% da população mundial consome algum produto cafeinado todos os dias e este número chega à 90% quando aplicado à adultos na América do Norte (1).
A cafeína é um estimulante natural consumido mundialmente. A maior parte das pessoas a consome através do café, chá, refrigerantes, bebidas energéticas e chocolates.

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COMO FUNCIONA?

Ao ser consumida, a cafeína é rapidamente absorvida pelo intestino e vai para a corrente sanguínea, pela qual é transportada até o fígado. Lá ela é quebrada em compostos menores que afetam as funções de vários órgãos. O principal efeito da cafeína acontece no cérebro, bloqueando os efeitos da adenosina, um neurotransmissor que relaxa o cérebro e nos faz sentir cansados (2).
Normalmente os níveis de adenosina vão crescendo ao longo do dia, aumentando a sensação de cansaço e a vontade de ir dormir. Isto é bom, pois lhe conduz ao repouso, importante pilar da Saúde. Portanto, tomar café de noite (para muitos, a partir de 16hs) pode prejudicar a qualidade de seu repouso.
A cafeína ajuda a nos manter despertos ao se conectar aos receptores de adenosina no cérebro, sem ativá-los. Isto bloqueia o efeito da adenosina, diminuindo o cansaço (3).
Também aumenta os níveis sanguíneos de adrenalina e a atividade dos neurotransmissores dopamina e norepinefrina no cérebro (3)
Esta combinação estimula ainda mais o cérebro e promove um estado desperto, de alerta e foco. Por afetar o cérebro, a cafeína é frequentemente referida como uma droga psicoativa.
O efeito costuma aparecer rapidamente, por exemplo, a quantidade de cafeína em uma xícara de café pode levar apenas 20 min para alcançar a corrente sanguínea e por volta de uma hora alcança sua potência máxima (1).

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O QUE É UMA INGESTÃO “MODERADA“ DE CAFEÍNA?

De acordo com o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) e também com a Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos (AESA) Uma ingestão considerada moderada de cafeína para um adulto é de 300 a 400 mg por dia. É claro que isto é apenas uma referência, e a sensibilidade individual é sempre a melhor medida.
Para ajudá-lo a calcular o que isso significa em termos de porções, abaixo você confere a quantidade de cafeína em suas fontes mais comuns.
Para cada 240 ml de bebida:
  • Café expresso: 240-720 mg.
  • Café coado: 102-200 mg.
  • Erva-mate: 65-130 mg.
  • Bebidas energéticas: 50-160 mg .
  • Chás prontos : 40-120 mg .
  • Refrigerantes: 20-40 mg .
  • café descafeinado : 3-12 mg .
  • bebida de cacau: 2-7 mg .
  • achocolatado com leite : 2-7 mg .

Alguns alimentos também contêm cafeína. Por exemplo, 28 gramas de chocolate ao leite contém 1-15 mg, enquanto que 28 gramas de chocolate escuro tem 5-35 mg (4).
Você também pode encontrar a cafeína em alguns medicamentos com prescrição médica ou de venda livre como antigripais, antialérgicos e analgésicos.

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MITOS SOBRE A CAFEÍNA

MITO 1: Cafeína VICIA.
FATO: As pessoas sempre dizem que são “viciadas” em cafeína da mesma maneira que dizem que são “viciadas” em comprar, trabalhar ou assistir à TV. A cafeína não vicia pelas definições aceitas e de acordo com a maior parte das autoridades. Quando o consumo regular de cafeína é abruptamente interrompido, alguns indivíduos podem sentir dor de cabeça, fadiga ou sonolência. Estes sintomas geralmente duram apenas um dia, e podem ser evitados se a ingestão de cafeína for diminuída gradativamente.
MITO 2 : A cafeína aumenta o risco de doença cardíaca.
FATO: Estudos em ampla escala mostraram que o consumo de cafeína não aumenta o risco de doença cardiovascular e não aumenta os níveis de colesterol nem causa batimento cardíaco irregular. Um aumento ligeiro e temporário na pressão sanguínea foi observado com o consumo de cafeína entre indivíduos que são sensíveis à cafeína. No entanto, o aumento é similar àquele resultante de atividade normal, tal como subir escadas. Ainda assim, pessoas hipertensas devem consultar seu médico a respeito da ingestão de cafeína.
MITO 3: A cafeína causa câncer.
FATO: Evidências científicas substanciais demonstram que a cafeína não aumenta o risco de câncer. Dois estudos com grandes números de pessoas na Noruega e no Havaí e uma revisão de treze estudos envolvendo mais de 20.000 indivíduos não verificou nenhuma relação entre o consumo regular de café ou de chá e o risco de câncer.
MITO 4: A cafeína é um fator de risco para a osteoporose.
FATO: Alguns estudos sugerem que a ingestão de cafeína pode aumentar a perda de cálcio pela urina. No entanto, foi verificado que qualquer perda é mínima, e a ingestão de cafeína em níveis normais não parece afetar o equilíbrio de cálcio ou a densidade óssea. Estudos mais recentes confirmaram que a ingestão de cafeína não é um fator de risco para a osteoporose, particularmente em mulheres que consomem cálcio de maneira adequada.
MITO 5: A cafeína afeta adversamente a saúde das crianças.
FATO: As crianças geralmente têm a mesma capacidade de processar a cafeína que os adultos. Estudos mostraram que alimentos e bebidas contendo cafeína, quando tomados moderadamente, não têm nenhum efeito detectável sobre a hiperatividade ou a capacidade de concentração nas crianças. No entanto, em crianças sensíveis, altas doses de cafeína podem temporariamente causar efeitos tais como excitabilidade, irritabilidade ou ansiedade.
MITO 6: Não há efeitos positivos da cafeína.
FATO: A cafeína é bem conhecida por aumentar os níveis de atenção e concentração. Uma xícara de café ou de chá é sempre recomendada para combater a sonolência, especialmente para aqueles que dirigem longas distâncias, e muitas pessoas recorrem a uma xícara para retornar ao trabalho depois do almoço. Estudos mostraram que a cafeína também pode melhorar a memória e o raciocínio lógico.
Entretanto, os estudos sobre a Cafeína vão bem além, revelando uma grande variedade de benefícios importantes.

According to the pediatrics study, about three-fourths of children in the U.S. consume caffeine on a given day.

BENEFÍCIOS DA CAFEÍNA

A Cafeína Pode Melhorar o Humor e a Função Cerebral
Conforme detalhado, a cafeína tem a capacidade de bloquear no cérebro a molécula de sinalização adenosina.
Isto provoca um aumento de outras moléculas de sinalização, como a dopamina e norepinefrina (5, 6).
Pensa-se que esta mudança de mensagens no cérebro melhora o estado de humor e as funções cerebrais.
Uma revisão relata que após a ingestão de 37.5-450 mg de cafeína pelos participantes, ocorreram melhoras no estado de alerta, memória de curto prazo e tempo de reação (1).
Além disso, um estudo recente conectou beber duas a três xícaras de café com cafeína por dia a um risco 45% menor de suicídio (7).
Outro estudo relatou um risco 13% menor de depressão nos consumidores de cafeína (8).
Quando se trata de humor, mais cafeína não é necessariamente melhor. Na verdade, um estudo verificou que uma segunda xícara de café não produziu benefícios adicionais, a não ser que tenha sido consumida, pelo menos, 8 horas após a primeira (9).
Beber entre três e cinco xícaras de café por dia pode também reduzir o risco de doenças do cérebro, como Alzheimer e Parkinson em 28-60% (10, 11, 12, 13).
Resumindo: A cafeína pode melhorar o humor, reduzir a probabilidade de depressão, estimular o funcionamento do cérebro e proteger contra a doença de Alzheimer e de Parkinson.

A Cafeína pode Acelerar o Metabolismo e Acelerar a Perda de Peso
Devido a sua capacidade de estimular o sistema nervoso central, a cafeína pode acelerar o metabolismo em até 11% e a queima de gordura em até 13% (14, 15, 16)
Em termos práticos: consumir 300 mg de cafeína por dia pode fazer com que você queime 79 calorias extras por dia (17).
Esta quantidade pode parecer pequena, mas é aproximadamente o valor do excesso de calorias responsáveis pelo ganho de peso médio anual de 1 kg em americanos (18).
Resumindo: A cafeína pode acelerar o metabolismo e promover a perda de gordura.

A Cafeína Pode Melhorar o Desempenho do Exercício
Quando se trata de exercício, a cafeína pode aumentar a utilização de gordura como combustível.
Isso é benéfico pois pode ajudar a glicose armazenada nos músculos durar mais, atrasando o tempo que leva para os músculos alcançarem a exaustão (20, 21).
A cafeína também pode melhorar as contrações musculares e aumentar a tolerância à fadiga (1).
Pesquisadores observaram que doses de 5 mg / kg de peso corporal melhoraram o desempenho de resistência em até 5%, quando consumidas uma hora antes do exercício (22).
Pesquisa mais recentes relataram que doses tão baixas quanto 3 mg / kg de peso corporal podem ser suficiente para colher os benefícios (23).
Adicionalmente, estudos relatam benefícios semelhantes nos esportes de equipe, exercícios de alta intensidade e exercícios de resistência (23, 24).
Finalmente, a cafeína também pode ser capaz de reduzir o esforço percebido durante o exercício em até 5,6%, o que pode trazer a sensação de maior facilidade para o treino (25).
Resumindo: O consumo de pequenas quantidades de cafeína cerca de uma hora antes do treino pode melhorar o desempenho nos exercícios.

Proteção Contra Doenças Cardíacas e Diabetes Tipo 2
Apesar do que escutamos falar, a cafeína não aumenta o risco de doença cardíaca (26, 27, 28).
De fato, evidências recentes mostram um risco 16-18% menor de doenças cardíacas em homens e mulheres que bebem de uma a quatro xícaras de café por dia (29).
Outros estudos mostram que o consumo de 2-4 xícaras de café ou de chá verde por dia está associado a um risco 14-20% menor de derrames (30, 31).
Uma coisa a ter em mente é que a cafeína pode aumentar ligeiramente a pressão sanguínea em algumas pessoas. No entanto, este efeito é geralmente pequeno (3-4 mm Hg) e tende a desaparecer para a maioria dos indivíduos quando o consumo de café se torna regular (32, 33, 34, 35).
Pode também proteger contra a diabetes. Uma revisão recente observa que aqueles que bebem mais café tem um risco 29% / 30% menor de desenvolver diabetes tipo 2 (36).
Os autores observaram que o risco cai por volta de 12-14% para cada 200 mg de cafeína consumidos (36).
Curiosamente, o consumo de café descafeinado também foi associada a um risco 21% inferior de diabetes. Isso indica que outros compostos benéficos presentes no café também podem proteger contra a diabetes Tipo 2 (36).
Resumindo: bebidas cafeinadas como café e chá podem reduzir o risco de doenças cardíacas e diabetes tipo 2, embora isso dependa de cada indivíduo.

Outros Benefícios Para a Saúde
O consumo de cafeína está ligado a vários outros benefícios para a saúde:
  • Protege o fígado: O café pode reduzir o risco de danos no fígado (cirrose) em até 84%. Ela pode retardar a progressão da doença, melhorar a resposta ao tratamento e diminuir o risco de morte prematura (37, 38).
  • Promove a longevidade: Beber café pode diminuir o risco de morte prematura em até 30%, especialmente para as mulheres e diabéticos (39, 40).
  • Diminui o risco de câncer: 2-4 xícaras de café por dia podem reduzir o risco de câncer de fígado em até 64% e o risco de câncer colo-retal em até 38% (41, 42, 43, 44, 45).
  • Protege a pele: Consumir 4 ou mais xícaras de café por dia pode diminuir o risco de câncer de pele em 20% (46, 47).
  • Reduz o risco de esclerose múltipla: bebedores de café podem ter um risco 30% menor de desenvolver esclerose múltipla (EM). No entanto, nem todos os estudos concordam (48, 49).
  • Previne a gota: beber regularmente 4 xícaras de café por dia pode reduzir o risco de desenvolver gota em 40% nos homens e 57% nas mulheres (50, 51).
  • Promove a saúde dos intestinos: Consumir 3 xícaras de café por dia por apenas 3 semanas pode aumentar a quantidade e a atividade das bactérias intestinais benéficas (52).
Tenha em mente que o café também contém outras substâncias que melhoram a saúde. Alguns dos benefícios listados acima podem ser causados por outras substâncias que não a cafeína.
Resumindo: Beber café pode ajudar a promover a saúde do fígado, pele e aparelho digestivo. Também pode prolongar a vida e ajudar a prevenir várias doenças.


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SEGURANÇA E EFEITOS COLATERAIS

O consumo de cafeína é geralmente considerado seguro.
No entanto, lembre-se que a predisposição genética de algumas pessoas podem deixa-las mais sensíveis (1, 53).
Alguns efeitos colaterais ligados à ingestão excessiva incluem ansiedade, agitação, tremores, batimentos cardíacos irregulares e problemas para dormir (54).
Excesso de cafeína pode causar também dores de cabeça, enxaquecas e pressão alta em alguns indivíduos (55, 56), portanto mantenha-se dentro dos níveis indicados de moderação.
Além disso, a cafeína pode facilmente atravessar a placenta, o que pode aumentar o risco de aborto e o nascimento abaixo do peso. Mulheres grávidas devem limitar seu consumo (55, 57, 58).
Finalmente, vale ressaltar que a cafeína pode interagir com alguns medicamentos.
Pessoas utilizando o relaxante muscular Zanaflex ou o antidepressivo Luvox devem evitar cafeína, já que estes medicamentos podem aumentar os seus efeitos (59).
Resumindo: A cafeína pode ter efeitos colaterais negativos em algumas pessoas, incluindo ansiedade, inquietação e problemas para dormir.

Dosagens Recomendadas
Tanto o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) quanto a Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos (AESA) considera uma ingestão diária de 400 mg de cafeína como seguro. Isso equivale a 2-4 xícaras de café por dia (60, 61).
É importante notar que overdoses fatais foram relatadas com doses únicas de 500 mg de cafeína, portanto mantenha-se dentro da salutar moderação.
Portanto, recomenda-se limitar a quantidade de cafeína que você consome de uma só vez à 200 mg (60, 62, 63), e entre 300 mg a 400 mg como limites máximos.
Finalmente, de acordo com a Universidade Americana de Obstetras e Ginecologistas, mulheres grávidas devem limitar sua ingestão diária a 200 mg (64).
Resumindo: A ingestão de cafeína de 200 mg por dose, e de até 400 mg por dia, é geralmente considerada segura. No entanto, mulheres grávidas devem limitar sua ingestão diária a 200 mg ou menos.

Mensagem Final
Após décadas de pesquisa, a comunidade científica não documentou nenhuma associação consistente entre o consumo moderado de cafeína e qualquer risco à saúde. Usando bom senso e moderação, uma pessoa comum pode continuar a apreciar chá, café e bebidas contendo cafeína.
A cafeína não é tão prejudicial como se acreditava. Na verdade, evidências indicam exatamente o oposto.
Portanto, vale repetir: é seguro considerar seu copo diário de café ou chá como uma maneira agradável de promover boa saúde. Desde que, é claro, sua individualidade esteja de acordo com isto. Nada é universal, coisas diferentes funcionam para pessoas diferentes.
Algo importante para considerar e compreender: muitos efeitos nocivos relacionados ao café estão diretamente ligados à qualidade do mesmo – seja na concentração de resíduos de pesticidas (café não-orgânico) seja na torra excessiva para disfarçar a baixa qualidade do café, que gera carbonização de seus ingredientes, criando substâncias agressivas e até cancerígenas (acrilamida).
Quer provar um café especial (Arabica Special Grade), produzido dentro de um critério que gera quantidades insignificantes de micotoxinas e ocratoxina (comuns aos cafés de produção industrial) e finalizado por torra média, que produz níveis mínimos de acrilamida e permite ao café a expressão máxima de suas qualidades?

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REFERÊNCIAS:


Percepção

Percepção


“Vivemos nossas vidas mais por hábito. Quando andamos por uma rua familiar não registramos mais suas peculiaridades: nossas percepções perdem o frescor. Entretanto podemos recriar a impressão de novidade. Isso pode não significar uma aproximação às realidades espirituais, mas nos prepara para ver as coisas de maneira incomum. Ao escapar dos velhos hábitos nos tornamos mais suscetíveis à realização espiritual.”

Brahma Kumaris

Simplicidade

 Simplicidade


“Se quisermos plantar sementes neste século 21 a primeira delas é a da simplicidade. Em nossa comunicação, ser abertos, honestos e limpos. Em nossos relacionamentos, desenvolver uma atitude não-egoísta. Todos estão pensando muito neles mesmos ou em suas famílias, mas esse é o tempo de pensar e fazer algo pelo mundo. Sermos amorosos e misericordiosos em relação a nós e aos outros é nossa responsabilidade. Não devemos ficar tristes ao ver as pessoas na tristeza. Temos de trazê-las para a felicidade.”

Brahma Kumaris

TRIBO FORTE #031 – AÇÚCAR CAUSA DIABETES E O MAIOR EXPERIMENTO NA SAÚDE PÚBLICA



TRIBO FORTE #031 – AÇÚCAR CAUSA DIABETES E O MAIOR EXPERIMENTO NA SAÚDE PÚBLICA


Bem vindo(a) hoje a mais um episódio do podcast oficial da Tribo Forte!
Os podcasts são 100% gratuitos e episódios novos saem todas as terças-feiras.
Certifique-se de colocar seu email aqui em cima do site para ser avisado das novidades e de futuros podcasts.

No Episódio De Hoje:

No episódio de hoje vamos compartilhar contigo:
  • A descoberta de um novo mecanismo interessante no quebra-cabeças do metabolismo do açúcar (frutose) no corpo e quem vem para fortalecer a idéia de que açúcar causa, sim, diabetes.
  • O maior experimento feito na saúde humana de todos os tempos, seus resultados e o caminho a seguir.
  • Pergunta “Posso adoçar meu café? meu chá? Se sim, com que?”
Lembrando: Você é MEMBRO VIP da Tribo Forte ou ainda está de fora? Tenha acesso a receitas simples e deliciosas diariamente, artigos internacionais traduzidos diariamente, fórum de discussão, documentários legendados e MUITO mais! Não fique de fora e se junte a este movimento agora mesmo, clicando AQUI!
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Proteina que continua fazendo glicose no fígado carbohydrate-responsive element-binding protein (CHREBP)

Rodrigo Polesso: Está começando. Está no ar o nosso puxão de orelha também. Vamos em frente para o segundo assunto, que é bastante interessante, principalmente você entende um pouco da questão de insulina, carboidratos, hormônios, fígado com gordura, triglicerídeos e etc. Vou começar com uma frase que o Dr. Souto que falou antes: o motivo principal da elevação da glicemia em pessoas que têm diabetes tipo 2, é a secreção de glicose pelo fígado, que não é inibida pela insulina. Vou ler uns parágrafos desse artigo, que foi publicado há 2 dias atrás, para introduzir o assunto: “De acordo com esse estudo, a causa da resistência à insulina pode ter pouco a ver com defeitos nos sinais da insulina e pode, na verdade, ser causada por um mecanismo separado desencadeado por excesso de açúcar no fígado que ativa um fator molecular conhecido como carbohydrate-responsive element-binding protein (CHREBP).” Essa proteína é encontrada em diversos órgãos metabólicos em ratos, humanos e outros mamíferos. No fígado, ela é ativada pela frutose que é ingerida. A frutose é uma forma de açúcar que naturalmente está presente nos legumes, frutas e açúcar de mesa. Ela também é adicionada em vários alimentos processados, como refrigerantes. O estudo descobriu que essa frutose inicia um processo que faz com que o fígado continue fabricando glicose e aumentando os níveis de glicose no sangue mesmo se a insulina está lá para tentar evitar esse processo. Esse mecanismo todo acontece por causa de um problema no fígado. É por isso que o pessoal que tem resistência à insulina fabrica muita glicose. Mas eles descobriram que não importa quanta insulina o pâncreas fabrique para tentar inibir essa fabricação de glicose, ele não consegue falar mais alto do que essa proteína nova que descobriram (CHREBP). No final das contas, isso vai aumentar os níveis de açúcar e também de insulina no sangue. Com o tempo, isso leva a um quadro de resistência à insulina. Essa proteína que foi descoberta é uma peça muito grande. O motivo principal da diabete tipo 2 é a secreção de glicose pelo fígado nessas pessoas, já que ela não é inibida pela fabricação de insulina, independentemente da quantidade de insulina que é fabricada. Dr. Souto, anteriormente você me passou vários passos, de como acontece esse processo. Acho que seria bem legal para o pessoal entender o processo.
Dr. Souto: A coisa é um pouco complicada, especialmente para quem não é da área médica. Vamos entender como é o normal; como o sistema funciona bem em quem não é doente. Se você está comendo uma fruta, por exemplo, a frutose (glicose) entra no organismo e o corpo a utiliza como fonte de energia. Essa glicose faz com que o pâncreas fabrique insulina. A insulina vai reduzir o valor da glicose no sangue e também bloqueia completamente a produção de glicose pelo fígado – o que é bom, já que se a pessoa comeu glicose, o fígado não precisa fabricar mais glicose ainda. Então, a mesma insulina que é produzida quando você come açúcar faz com que o fígado pare de fabricar açúcar. Por que que quando a pessoa está em jejum a glicose não cai perigosamente (hipoglicemia)? Porque quando a glicose baixa, isso desbloqueia a produção de glicose pelo fígado. Então, o fígado passa a produzir glicose no momento em que os níveis de insulina se reduzem – e isso é bom, porque daí a glicose se mantêm estável mesmo que a pessoa esteja comendo nada. O podcast número 11 fala sobre jejum intermitente. Se a pessoa ficar 24, 48 ou 72 sem comer, ela não ficará sem glicose para o cérebro porque o fígado fabrica glicose. Por que o fígado fabrica glicose? Porque a insulina está baixa, já que a pessoa não está comendo. Isso é o normal. No diabetes tipo 2, o fígado está resistente à insulina. Então, a glicose no sangue está alta e a insulina está alta também, já que está tentando fazer essa glicose baixar. Como a insulina está alta, o fígado não deveria fabricar glicose, já que a insulina está alta. Mas o fígado continua fabricando glicose no diabetes tipo 2. Então, a pessoa está com a insulina e com a glicose altas no sangue, e o fígado ao invés de parar de jogar mais glicose no sangue, ele continua jogando. O mecanismo através do qual isso ocorria era desconhecido. Havia uma suposição de que o fígado não respondia à insulina, como um problema do efeito da insulina no fígado. O que esses pesquisadores descobriram é que existe uma proteína (CHREBP) que faz com que o fígado comece a secretar glicose independentemente da insulina. Mas qual é a importância disso? Por que estamos falando desse assunto que parece ser tão técnico? É que essa proteína (carbohydrate-responsive element-binding protein) tem seu efeito desencadeado por carboidratos. Mas não é um carboidrato qualquer, é pela frutose. Então, a exposição crônica à quantidades grandes de frutose vai fazer com que esse proteína fique ativa e que o fígado pare de responder à insulina. Essa basicamente é a descoberta do link principal de ciência básica que explica porque o açúcar causa diabetes tipo 2. Eu aprendi na minha faculdade que o açúcar não causava diabetes, embora isso seja uma coisa absurdamente contra intuitiva. O Dr. Lustig, que tem o famoso vídeo “A Verdade Amarga do Açúcar”, já explicava em detalhes como o açúcar estava envolvido da gênese do diabetes. Mas ele não sabia – e ninguém sabia – o mecanismo molecular através do qual isso acontece. Mas ele já havia demonstrado, num estudo epidemiológico conduzido mais em mais de uma centena de países, que o açúcar tinha muito mais relação com o diabetes do que as calorias como um todo oriundas de outros alimentos. Ou seja, não eram calorias em geral, não eram carboidratos em geral, era especificamente o açúcar que estava envolvido com o risco de desenvolver diabetes. Agora nós sabemos porquê. Qual é a diferença entre um carboidrato de uma batata doce e um açúcar? A batata é amido, que é glicose. O açúcar é 50% frutose. A frutose que é responsável pela ativação dessa proteína que vai fazer com que o fígado comece a produzir açúcar independentemente do efeito da insulina. Aí alguém pode perguntar: “Então não posso comer nenhuma fruta?” Não é isso! São níveis suprafisiológicos de frutose. É a exposição crônica a níveis de frutose que jamais seriam atingidos comendo uma fruta de vez em quando. Ou seja, é a exposição ao açúcar, aos alimentos processados, a coisas como ketchup, sucos de fruta, suco de caixinha, refrigerantes. Essa proteína talvez não seja a única coisa. Esse é um estudo super recente, que tem que ser corroborado. Mas é muito interessante, já que é mais uma peça do quebra-cabeça que se encaixa, mostrando que o problema que o problema não é engordar, fazendo que a pessoa acumule gordura no fígado, fazendo com que o fígado fique com resistência à insulina e a pessoa fica diabética. Não! O que o estudo está mostrando é o seguinte: o açúcar que faz com que uma determinada proteína no fígado se desregule, tornando o fígado resistente à insulina, fazendo os níveis de glicose e insulina aumentarem, causando a resistência à insulina no resto do corpo e que leva ao acúmulo de gordura no fígado (que é uma consequência do processo e não causa). A gordura no fígado é um marcador, que indica que a pessoa está desenvolvendo resistência à insulina no fígado. Mas a causa é o açúcar. É o excesso de frutose. É o excesso de carboidrato especificamente de açúcar e carboidrato processado.

sábado, 1 de outubro de 2016

ol / Verão - Bombardeamento publicitário de protectores solares

Sol / Verão - Bombardeamento publicitário de protectores solares


As marcas de protectores solares apostam todas as fichas nesta altura do ano, mas será que todas estas advertências para os perigos do sol fazem sentido?

Costumo dizer que um consumidor informado é um consumidor mais difícil de enganar e esta análise ao sol (feita pela industria dos protectores solares) em que ampliam uma patologia concreta (pela má exposição ao sol) ignorando e escondendo todos os benefícios para a saúde é de facto tendencioso.

Mas que benefícios são esses para a saúde? Há uma relação directa entre o aumento de exposição solar e um risco reduzido em variadíssimas patologias:

  • Osteoporose (densidade óssea; má absorção de cálcio)
  • Raquitismo
  • Cancro (próstata, mama, cólon, ovário, pâncreas,etc)
  • Psoríase
  • Síndrome pré-menstrual (já dediquei um artigo a este tema: ver aqui)
  • Esclerose Múltipla
  • Artrite Reumatoide
  • Diabetes tipo I
  • Depressão
  • Alzheimer
  • Esquizofrenia
  • Doença Renal
  • Sarcopenia
  • Sistema imunitário deficiente
O sol tem sido um parceiro vital da nossa saúde, mas foi demonizado nos últimos 40/50anos com uma forte mensagem da industria  dermatológica que basicamente nos "educa" para nunca nos expormos directamente ao sol. Ironicamente, actualmente, mais de metade da população mundial sofre de deficiência de Vitamina D.

As consequências, essas são graves, ou não fosse a vitamina D activada uma hormona que, directa ou indirectamente, se relaciona com mais de dois mil genes e que regula o crescimento de diferentes grupos de células ( e que impedem de se tornarem malignas, daí a sua ligação a tantos tipos de cancro). Uma vez que a vitamina D é produzida na pele, a partir da radiação UVB do sol (ou em pouca quantidade através da comida, ou da suplementação) o fígado cria um metabolito de vitamina D (25-vitamina D)que viaja para os rins onde se transforma em vitamina D activa (1,25 vitamina D), mas também pode ser activada numa variedade de células (incluindo as do sistema imunitário, onde modula a actividade celular e reduz o desenvolvimento de doenças auto-imunes, melhora o combate a doenças infecciosas, e as células da próstata, mama, cólon onde previne a proliferação de células malignas que caracterizam o cancro!)

Obviamente que a duração dessa exposição solar irá depender de vários factores, desde a estação do ano, ao nível de adaptação de cada um e até à cor da nossa pele. Duração essa que nunca deverá ser tão longa que lhe chegue a causar queimaduras.

Melhorar a nossa relação com o sol está assente em três grandes pilares:
  1. Exposição gradual e contínua. ( de facto não estamos adaptados para ficar fechados num escritório 8h por dia durante 11 meses do ano em que a única luz que recebemos é luz artificial do monitor de um computador. Depois de meses a fio fechados e com um tom de pele pálido vamos nos expor ao sol durante horas seguida em pleno verão numa praia do Algarve. Infelizmente é verdade, temos um modo de vida moderno num corpo ancestral, é o preço a pagar
  2. Tolerância Individual. Não é preciso nenhum teste específico. Basta olha para o tom da nossa pele quando exposta ao sol. Quando a pele começa a mudar de tonalidade é porque apanhamos o banho de sol suficiente (importante é não ficar com nenhuma queimadura)
  3. Habitat Natural. Se és ruivo de pele clara e olhos azuis mas vives nas Caraíbas os teus genes estão melhor adaptados a outras latitudes e sendo assim mais riscos corres. Não é de estranhar que indivíduos de cor escura, por exemplo em Portugal, sejam os mais afectados com baixos níveis de vitamina D.  (os nossos ancestrais eram negros, afinal todos somos provenientes de um grupo de homo sapiens de pele escura que viveu concentrada em Africa. A luz solar é tão importante para os nossos genes que à medida que nos afastamos de Africa (perto do equador) a nossa pele tornou-se mais branca)
Ainda acha que não se deve expor a um único raio de sol?

Roda dos Alimentos. Alimentação Saudável?

Roda dos Alimentos. Alimentação Saudável?!?


O que é uma alimentação saudável?
A definição de alimentação saudável não pode ser vista pelo olhar da moda e isto porque a sua definição só pode vista através da lente da evolução do genoma humano na medida em que a discordância entre o que actualmente comemos/actual estilo de vida e o estilo de vida/alimentação para o qual o nosso genoma foi originalmente seleccionado é a razão pelas doenças cronicas ocidentais que são já a principal causa de morte em todos os Países industrializados

Respeitados geneticistas, paleontologistas e biólogos concordam todos com uma coisa: o ser humano em pleno século XXI difere pouco dos nossos ancestrais da idade da pedra.

Uma alimentação saudável tem, obrigatoriamente de ser, o mais próximo possível dos alimentos que ajudaram  a constituir o nosso genoma.

Nos últimos 10.000 Anos (aproximadamente 400-500 gerações humanas)  o que tem acontecido é que a evolução cultural (sobretudo a revolução agrícola + revolução industrial) avançaram de uma maneira muito mais rápida que a evolução genética, isto é o nosso corpo não conseguiu evoluir à velocidade a que evoluiu a nossa cultura. Em tão poucas gerações os hábitos alimentares e modo de vida mudaram drasticamente como nunca antes na história da nossa evolução.

De qualquer maneira a nossa capacidade para adaptações físicas e inovações culturais permitiram claramente o ser humano evoluir e multiplicar-se em diferentes configurações ambientais. O que não quererá dizer o nosso corpo funciona de optimamente bem nas configurações ambientais actuais.

Como REGRA todos os organismos biológicos são mais saudáveis quando as suas circunstâncias de vida se aproximam mais estreitamente das condições para as quais os seus genes foram seleccionados.

Porque raio os cereais são então a base das recomendações para a nossa dieta?

Porque raio comemos alimentos industrializados e queremos ter saúde?

Porque raio vivemos em stress contínuo e queremos ter saúde?

Porque raio não respeitamos o ritmo circadiano e queremos ter saúde?

Porque raio temos uma péssima exposição solar e queremos ter saúde?

Porque raio  não saímos do nosso confortável sofá e queremos ter saúde?

Porque raio alteramos completamente a nossa microbiota e queremos ter saúde?

Porque raio não pensamos que a nossa obsessão pela higiene é saudável?

Está tudo ao contrário!

Se não respeitarmos a nossa evolução nos dias de hoje, o nosso amanhã vai ficar mais dependente dos profissionais da doença! Médicos esses que sabem como ninguém lidar com a doença...doenças modernas, criadas por modos de vida modernos!

Quantos comprimidos vai precisar para manter viva a sua doença?!

*Para os mais interessados, deixo aqui o link de um dos trabalhos publicados por um dos maiores investigadores em dieta Paleo e sua relevância para a saúde. Prof. Loren Cordain: Cereal Grains: Humanity’s Double-Edged Sword
http://www.2ndchance.info/birdlover-cerealsword.pdf

Mitos sobre a dieta cetogênica

Podcast 45 –  Rádio Primal Brasil


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Neste podcast você vai encontrar:


    • Os melhores tipos de medidores de cetose.
    • Quanto mais escuro (roxo) seu marcador de cetose de urina, melhor?
    • A glicemia é um indicador direto de seus níveis de corpos cetônicos?
    • Os medidores de cetonas representam o seu nível de gordura corporal?
    • A dieta cetogênica é boa para todo mundo?
    • Situações boas para fazer a dieta cetogênica.
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