Assim, identificaram dois hormônios que são estimulados pelo frio – Irisin e FGF21 – que são liberados pelos músculos que tremiam e pela gordura marrom, respectivamente. Esses hormônios aumentaram a taxa de queima de energia das células de gordura branca humanas em laboratório, e as células de gordura tratadas começaram a emitir calor. Uma função característica da gordura marrom.
A Irisin, o hormônio que é secretado pelos músculos quando tremem, foi descoberta em 2012, por um grupo de pesquisadores da Universidade de Harvard, EUA. Investimento do NIH (Vejam só a importância do investimento público e privado nessas descobertas). Eles identificaram-na como um hormônio que é secretado pelo músculo quanto este é estimulado com exercício físico, que transformava a gordura branca em gordura marrom em animais.
O aspecto intrigante do achado foi que, o próprio exercício produz calor, então por que o exercício muscular iniciaria um processo que poderia gerar ainda mais calor? É como se colocássemos uma picanha suculenta na brasa e depois colocássemos mais álcool sobre a picanha para queimar mais rápido. Com a picanha seria um desperdício, mas no caso dos músculos, a queima extra de calor ajudaria na redução de peso, no número de gordura branca, no controle do diabetes, entre outras funções.
Lee convidou os participantes do estudo expostos ao frio para participar de testes de exercício físico para comparar os dois processos. Com isso, Lee e seu grupo descobriram que o exercício físico com nível moderado, por uma hora em uma bicicleta, produzia a mesma quantidade de Irisin na situação de frio, com os músculos estremecendo por 10-15 minutos (1). Pelo jeito, tremer de frio é um bom exercício!
Eles especulam que os exercícios físicos poderiam imitar os tremores, já que há contração muscular durante ambos os processos, e que a estimulação da secreção de Irisin pelo exercício físico poderia ter evoluído a partir do estremecer dos músculos durante o frio.
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