segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Fisiologia do jejum

Fisiologia do jejum

Artigo traduzido por Antônio Junior. O original está aqui.
Esse artigo é parte de uma série sobre jejum, escrita pelo Jason Fung. 

por Jason Fung
Há muitos equívocos sobre o jejum. É útil revisar a fisiologia do que acontece com nosso corpo quando não comemos nada.

Fisiologia

Glicose e gordura são as principais fontes de energia do corpo. Se a glicose não está disponível, em seguida, o corpo irá ajustar usando gordura, sem quaisquer efeitos prejudiciais à saúde. Isto é simplesmente uma parte natural da vida. Períodos de baixa disponibilidade de alimentos sempre foram uma parte da história humana. Mecanismos evoluíram para se adaptar a este fato da vida paleolítica. A transição a partir do estado de alimentado parao  estado de jejum ocorre em várias etapas.
'He's conscientious about most of his religious duties, but he's slow to fast.'
"Ele está consciente sobre a maior parte de seus 
deveres religiosos, mas é lento em jejuar"
  1. Alimentação:­ Durante as refeições, os níveis de insulina são elevados. Isto permite a captação de glicose pelos tecidos, tais como cérebro ou músculos, para ser usada diretamente na geração de energia. O excesso de glicose é armazenada como glicogênio no fígado.
  2. A fase pós-­absortiva­ ­24 horas após o início do jejum: Os níveis de insulina começam a cair. A quebra de glicogênio libera glicose para produzir energia. Os estoques de glicogênio duram cerca de 24 horas.
  3. Gliconeogênese ­ (24 horas a 2 dias): O fígado produz glicose a partir dos aminoácidos em um processo chamado "gliconeogênese". Literalmente, isso é traduzido como "fazer nova glicose". Em pessoas não­-diabéticas, os níveis de glicose caem, mas permanecem dentro da escala normal.
  4. Cetose ­ (2-­3 dias após o início do jejum): Os baixos níveis de insulina alcançados durante o jejum estimulam a lipólise – quebra de gordura para gerar energia. A forma de armazenamento de gordura, conhecida como triglicérideos, é quebrada em sua estrutura molecular de glicerol e três cadeias de ácidos graxos. O glicerol é utilizado para a gliconeogênese. Os ácidos graxos podem ser utilizados diretamente para a energia em muitos tecidos no corpo, mas não pelo cérebro. Os corpos cetônicos, capazes de atravessar a barreira hematoencefálica, são produzidos a partir de ácidos graxos para utilização pelo cérebro. Depois de 4 dias de jejum, aproximadamente 75% da energia utilizada pelo cérebro é fornecida por cetonas. Os dois tipos principais de cetonas produzidos são beta-hidroxibutirato (BOHB) e acetoacetato, que podem aumentar mais de 70 vezes durante o jejum.
  5. Fase de conservação de proteínas ­ (> 5 dias): Altos níveis de hormônio de crescimento (GH) mantêrm a massa muscular magra e tecidos. A energia para a manutenção do metabolismo basal é quase inteiramente satisfeitas pela utilização de ácidos graxos livres e cetonas. Níveis aumentados de adrenalina (norepinefrina) evitam a diminuição da taxa metabólica.
O corpo humano desenvolveu mecanismos para lidar com períodos de baixa disponibilidade de alimentos. Em essência, o que estamos descrevendo aqui é o processo de mudança de queima de glicose (de curto prazo) para queima de gordura (longo prazo) . A gordura é simplesmente a reserva de energia, que nutre o corpo. Em tempos de baixa disponibilidade de alimentos, essa reserva é liberada naturalmente para preencher o vazio. Então, não!, o corpo não "queima músculo", em um esforço para alimentar-se até que todas as reservas de gordura sejam usadas.

Adaptação Hormonal

Insulina
O jejum é a estratégia mais eficiente e consistente para diminuir os níveis de insulina. Isso foi observado pela primeira vez décadas atrás, e amplamente aceito como verdadeiro. É muito simples e óbvio. Todos os alimentos aumentam a insulina, de modo que o método mais eficaz para a redução de insulina é o de evitar todos os alimentos. Os níveis de glicose no sangue permanecem normais, à medida que o corpo começa a mudar para queimar gordura para obter energia. Este efeito é visto em períodos tão curtos como de jejuns de 24­-36 horas. Jejuns mais longos de duração reduzem a insulina ainda mais drasticamente. Mais recentemente, alternar o jejum diariamente tem sido estudado como uma técnica aceitável de redução da insulina.
Jejum regular, além de reduzir os níveis de insulina, também tem sido demonstrado melhorar significativamente a sensibilidade à insulina. Este é o elo que faltava no quebra-cabeça da perda de peso. A maioria das dietas reduzem alimentos altamente secretores de insulina, mas não abordam a questão da resistência à insulina. Inicialmente o peso é perdido, mas a resistência à insulina mantém os níveis de insulina e peso fixo corporal elevado. O jejum é um método eficiente de reduzir a resistência à insulina.
Reduzindo a insulina livra o corpo do excesso de sal e água. A insulina provoca retenção de sal e água nos rins. Dietas estilo Atkins muitas vezes causam a diurese, a perda do excesso de água, que conduz à afirmação de que a maior parte da perda de peso inicial é de água. Embora verdade, a diurese é benéfica em reduzir o inchaço, e fazer sentir-­se "mais leve". Alguns também podem notar uma pressão arterial ligeiramente inferior. O jejum também foi notado ter um breve período de perda de peso rápido. Durante os primeiros cinco dias, as médias de perda de peso 0.9kg/dia, ultrapassando a restrição calórica e provavelmente devido a uma diurese de sal e água 
Hormônio do Crescimento (GH)
O hormônio do crescimento é conhecido por aumentar a disponibilidade e utilidade de gorduras como combustível. Ele também ajuda a preservar a massa muscular e densidade óssea. A secreção é conhecido por ser pulsátil, tornando difícil uma medição precisa. A secreção do GH  diminui progressivamente com a idade. Um dos estímulos mais potentes para a sua secreção é o jejum. Durante um período de cinco dias de jejum, a secreção do hormônio do crescimento mais do que duplicou. O efeito fisiológico líquido é manter a massa muscular e tecido ósseo durante o período de jejum.
'Ha! Here's your problem. You haven't been taking the human growth hormones. Someone sold you some other kind of hormone.'
"Ahá! Aqui está o seu problema. Você não tem tomado seus 
hormônios de crescimento humano. Alguém lhe vendeu 
algum outro tipo de hormônio."
Eletrólitos
Preocupações sobre a desnutrição durante o jejum são equivocadas. Calorias insuficientes não são uma grande preocupação, uma vez que as reservas de gordura são bastante amplas. A principal preocupação é o desenvolvimento de deficiência de micronutrientes. No entanto, estudos prolongados de jejum ainda não encontraram nenhuma evidência de desnutrição. Os níveis de potássio podem diminuir ligeiramente, mas mesmo dois meses de jejum contínuos não diminuem os níveis abaixo de 3,0mEq/L, mesmo sem o uso de suplementos. Esta duração do jejum é muito mais do que geralmente recomendado. Os níveis de magnésio, cálcio e fósforo durante o jejum são estáveis. Presumivelmente, isto é devido às grandes reservas destes minerais nos ossos. 99% do cálcio e do fósforo no corpo estão armazenados nos ossos. O uso de um suplemento multi­vitamínico irá fornecer a dose diária recomendada de micronutrientes. Um jejum terapêutico de 382 dias foi mantido com apenas um multivitamínico sem qualquer efeito prejudicial para a saúde. Na verdade, este homem afirmou que ele tinha se sentido fantástico durante todo esse período. A única preocupação pode ser uma ligeira elevação do ácido úrico que tem sido descrito em jejuns.
Adrenalina
Níveis de adrenalina são aumentados para que tenhamos muita energia para ir buscar mais comida. Por exemplo, 48 horas de jejum produziram um aumento de 3.6% na taxa metabólica, não o temido "apagão". Em resposta a um jejum de 4 dias, o gasto de energia de repouso aumentou em até 14%. Ao invés de retardar o metabolismo, ele foi acelerado. 
Presumivelmente, isso é feito para que tenhamos energia para sair e encontrar mais comida.
Isto é realmente muito interessante. O jejum não só reduz as calorias das dietas, como resulta em inúmeras adaptações hormonais nas quais tudo parece ser altamente benéfico em muitos níveis. Em essência, o jejum transiciona o corpo da queima de açúcar queima para a queima de gordura. O metabolismo em repouso não diminui, e sim aumenta. Estamos, efetivamente, alimentando nossos corpos com nossa própria gordura. Estamos "comendo" a nossa própria gordura. Isso faz total sentido. A gordura, em essência, é a reserva que nos sustenta. De fato, estudos mostram que a epinefrina (adrenalina) induz a queima de gordura e não depende de redução de açúcar no sangue.
Lembre­-se de nossa discussão anterior, sobre como funciona a insulina. A gordura é comida armazenada a longo prazo, como o dinheiro no banco. Provisão de curto prazo é armazenada como glicogênio, como o dinheiro na carteira. O problema que temos é como acessar o dinheiro no banco. À medida que nossa carteira esvazia-se, ficamos nervosos e saímos para enchê­-la novamente. Isso nos impede de obter acesso ao dinheiro no banco.
A gordura é armazenada no "banco". À medida que nossas "carteiras" de glicogênio esgotam-se, ficamos com fome e queremos comer. Isso nos deixa famintos, apesar do fato de que há "comida" mais do que suficiente armazenada como gordura no "banco". Como é que vamos chegar a essa gordura para queimá­-la? 
O jejum é uma maneira fácil.

Manteiga ou margarina ?

Manteiga ou margarina ?

Artigo traduzido por Hilton Sousa. O original está aqui.
por Zoë Harcombe
Outro artigo foi produzido pelo time de Harvard, que gosta de analisar dados buscando associações entre comida e saúde. Esse é chamado Gorduras saturadas comparadas com gorduras insaturadas e fontes de carboidratos em relação ao risco de doença coronariana: um estudo de coorte prospectivo”.
Os pesquisadores observaram dados já coletados por dois grandes estudos: o Estudo de Saúde das Enfermeiras (84.628 mulheres) e o Estudo de Acompanhamento dos Profissionais de Saúde (42.908 homens). As enferemeiras foram acompanhadas entre 1980 e 2010, e os homens entre 1986 e 2010. Todos eram livres de diabetes, doença cardiovascular e câncer no início. A dieta foi aferida por um questionário de frequência alimentar a cada 4 anos – ou seja, não muito precisamente.
Os resultados foram 7.667 incidentes de doença coronariana (CHD) em 24-30 anos de acompanhamento. Os resultados reportaram que:
  • Consumos mais altos de gorduras poliinsaturadas (PUFAs) estiveram significativamente associados com risco mais baixo de CHD. Comparando o quintil mais alto e o mais baixo resultou numa taxa de risco (HR) de 0.80 (0.73-0.88)
  • Consumos mais altos de carboidratos de grãos integrais estiveram significativamente associados com risco mais baixo de CHD. Comparando o quintil mais baixo e mais alto resultou num HR = 0.90 (0.83-0.98)
  • Consumos mais altos de carboidratos de açúcares/amidos refinados estiveram associados com risco mais alto de CHD. HR = 1.10 (1.00-1.21)
O time então afirmou que substituir 5% da ingestão calórica de gorduras saturdas pelo equivalente em PUFAs, gorduras monoinsaturadas (MUFAs) e carboidratos de grãos integrais estava associado com riscos 25, 15 e 9% menores de CHD, respectivamente.
A conclusão geral do estudo foi "nossas descobertas indicam que gorduras insaturadas, especialmente PUFAs, e/ou carboidratos de alta qualidade, podem ser usados para substituir as gorduras saturadas e reduzir o risco de CHD".

Problema 1

O primeiro ponto a ser relembrado é que isso é associação, e não causalidade. Poderia ser o caso de que as pessoas que comeram mais peixes (PUFAs) e/ou comeram mais cuscuz (grãos integrais) são geralmente mais saudáveis que as pessoas que comem batata frita e pão de hamburguer ? Isso faria do consumo de PUFAs e grãos integrais um MARCADOR de saúde, não FAZEDORES de saúde.

Problema 2

Os números são sempre apresentados como risco relativo, o que é enganador e não deveria ser feito. Pesquisadores responsáveis apresentam risco absoluto, ponto.
As pessoas estudadas totalizaram 127.536. Houve 7.667 casos de CHD em um período de 24-30 anos (use 27 como média). A chance de qualquer pessoa ter um incidente em qualquer outro ano foi de 0.22% (cerca de 1 em cada 450 pessoas). Dado que as enfermeiras tinham 34-59 anos em 1980 (e por conseguinte 64-89 anos em 2010) e que os homens tinham 40-74 anos em 1986 (e por conseguinte 64-98 anos em 2010), eu estou surpresa pela incidência não ter sido muito mais alta. E aposto que esteve maciçamente correlacionada com a idade, como a doença cardíaca sempre é.

Os dados

A tabela 1, com os dados iniciais, era muito interessante. Ela apresentava dados básicos sobre os participantes nos 5 quintis de ingestão de gordura saturada (SFA), do menor para o maior. Isso nos informava de que aqueles no grupo mais alto de SFA consumiam quase o dobro da gordura total do grupo mais pobre em SFA, e quase o dobro da gordura monoinsaturada (MUFA) do grupo mais pobre em SFA. O grupo mais alto em SFA também consumia quase o dobro de gorduras trans do grupo mais pobre em SFA. Eu espero que isso tenha afetado adversamente a saúde do grupo que consumia mais SFA. Isso também me diz que o grupo que ingeria mais SFA estava comendo comida processada – outro fator de confusão.
A tabela 1 também nos dizia que a ingestão total de carboidratos variava de 34.2% da energia (para as mulheres que comiam mais gordura) a 55.1% da energia (para os homens que comiam menos gordura). A ingestão de carboidratos oriundos de grãos integrais era tão baixa quanto 0.72-1.2% das calorias diárias para as mulheres, e ligeiramente mais alta (2-2.5%) para os homens. Os resultados dos grãos integrais foram calculados tendo uma base minúscula, portanto.
Os três resultados-chave apresentados acima (sobre PUFAs, grãos integrais e carboidratos refinados) vêm das tabelas 2 e 3 do artigo. A tabela 2 também encontrou o seguinte, mas que não foi incluido nas descobertas:
  • Ingestões mais altas de gordura total estiveram significativamente associadas com risco mais baixo de CHD. Comparando o quintil mais alto com omais baixo resultou HR = 0.88 (0.90-0.96)
  • Ingestões mais altas de gorduras trans estiveram significativamente associadas com risco mais alto de CHD. Comparando o quintil mais alto com o mais baixo resultou HR = 1.2 (1.09-1.32). Esse foi o achado mais significativo do artigo, mas não foi mencionado no à imprensa nem no resumo
  • Ingestões mais altas de gordura saturada estiveram (não significativamente estatisticamente) associadas com risco mais baixo de CHD. Comparando o quintil mais alto com o mais baixo resultou HR = 0.93 (0.82-1.05)

A parte sobre trocar gordura saturada por alguma outra coisa

Os pesquisadores estimaram que o efeito de trocar 5% da ingestão calórica de gorduras saturadas pelo seu equivalente em PUFAs, gorduras monoinsaturadas ou carboidratos de grãos integrais foi associada a riscos de CHD 25, 15 e 9% menores, respectivamente.
Primeiro – aquele risco relativo aplica-se de novo. Lembre-se de que a taxa de incidência para qualquer pessoa em 1 ano foi de 0.22%. Ainda que tomássemos essas estimativas de risco relativo do jeito que foram dadas, a taxa de incidente seria 0.17, 0.19 ou 0.20% contra 0.22%. Não exatamente merecedora de manchetes, certo ?
Segundo – substituir 5% da ingestão calórica de SAT pode não soar muito, mas é enorme (não são 5% de 9.6% – é REMOVER 5% de 9.6%). A ingestão de gordura saturada (tabela 2) varia de 9.6 a 16.9% da energia total ingerida. O quintil mais baixo precisaria dividir por mais do que 2 a ingestão de gordura saturada (de 9.6 para 4.6%) e o quintil mais alto teria que reduzi-la em aproximadamente 1/3 (para 11.9%).
Terceiro – o que as pessoas estariam cortando na prática, se elas tirassem a gordura saturada significativamente ? A figura 3.4, na página 26, das diretrizes dietéticas americanas de 2010, mostra que a principal fonte de gordura saturada são comidas processadas: pizza; sobremesas baseadas em grãos; sobremesas lácteas (sorvete); frango frito; cachorros-quentes; hamburgueres; tortilhas; balas; batata frita; etc. A manteiga equivale a 2.9% das gorduras saturadas, e o leite, 7.3%.
Você acha que a saúde iria melhorar se as pessoas diminuíssem a sua ingestão de gorduras saturadas cortando pela metade o consumo desse tipo de lixo ? É claro que iria. A saúde iria melhorar removendo ovos, carne e laticínios vindos de animais alimentados com pasto ? É bem o oposto.
A manchete "A manteiga não está de volta" é portanto uma jogada baixa, imprecisa e enganadora de uma universidade que devia fazer melhor. Fazer isso deu aos "Reis das Associações Sem-Sentido de Harvard" a manchete pela qual estavam procurando: “Manteiga não é melhor que margarina”.
Lembra-se do resultado mais significativo e não-reportado do artigo ? Aquele sobre gorduras trans ? Verifique como os óleos vegetais líquidos são processados em uma substância artificialmente solidificada e parecida com manteiga, e você vai perceber o quão perigosa essa manchete foi.

O que tiramos disso tudo ?

O aconselhamento dietético sensato permanece inalterado – coma comida de verdade; não coma comida processada. Manteiga, feita a partir de fontes naturais, é muito melhor para você que gosma hidrogenada (ou algum outro método solidificador), clarificada, desodorizada, emulsificada, colorida (conhecida como margarina). Além disso: estudos de associação, que seletivamente relatam risco relativo, especialmente aqueles que emanam do time "agora te peguei, manteiga" de Harvard, são potencialmente ruins para a sua saúde.

O perigo das pílulas anticoncepcionais

O perigo das pílulas anticoncepcionais

antic pill
Esta é a continuação do artigo da semana passada: Pílulas anticoncepcionais: Tomar ou não?
Existem muitos sintomas relacionados ao uso prolongado de pílulas anticoncepcionais, baixa testosterona, irritabilidade, mau humor, baixa libido, disfunção sexual, instabilidade mental, entre outros, que passam muitas vezes despercebidos.
Impacto de contraceptivos orais nos níveis de Globulina Ligadora de Hormônio Sexual (SHBG) e andrógenos: Um estudo retrospectivo.
print SHBG
A proteína Globulina Ligadora de Hormônio Sexual (SHBG) é aumentada drasticamente pelo uso de pílulas anticoncepcionais, reduzindo os níveis de testosterona e testosterona livre.
A SHBG é  produzida pelo fígado e influencia diretamente os níveis de testosterona, DHT (metabólito biologicamente ativo da testosterona) e estradiol. Ela inibe a função destes hormônios, diminuindo a biodisponibilidade deles para o uso do organismo.
Este estudo demonstrou que ela está aumentada em média 4 VEZES mais (157 nmol-L) em mulheres que tomam a pílula por mais de 6 meses, com relação a mulheres que nunca tomaram (41 nmol-L) e demonstrou que eles provavelmente nunca voltarão a níveis iguais a mulheres que nunca tomaram (o valor de referência dos examees é até 100 nmol-l).
print pillINTRODUÇÃO:
Os contraceptivos orais (COs) tem sido o método preferido de controle de natalidade devido à sua elevada taxa de eficácia. O uso de contraceptivos, no entanto, foi associado com queixas de saúde sexual das mulheres e insuficiência de andrógenos. A utilização de contraceptivos orais (COs) está associada a uma diminuição da síntese de androgénios do ovário e um aumento na produção de Globulina Ligadora de Hormônio Sexual (SHBG). Houve estudos limitados que avaliam os valores de SHBG após a interrupção do uso de pílulas.
OBJETIVO:
Investigar retrospectivamente os níveis de SHBG antes e após a interrupção do uso de contraceptivos.
PRINCIPAIS MEDIDA DE RESULTADO:
Níveis de Globulina Ligadora de Hormônio Sexual (SHBG) foram comparados no início do estudo, durante o uso de pílulas, e muito além da meia-vida de 7 dias da SHBG em 49-120 dias (média de 80 dias) e mais de 120 dias (média de 196) após a descontinuação dos contraceptivos orais.
MÉTODOS:
Um total de 124 mulheres na pré-menopausa com queixas de saúde sexual por mais de 6 meses preencheram os critérios de inclusão/exclusão. Foram definidos três grupos de mulheres: (1) “Usuárias de pílulas” (N = 62; com idade média de 32 anos) tomaram por mais de 6 meses e continuaram ingerindo; (2) “-Usuárias que descontinuaram” (N = 39; com idade média de 33 anos) tomaram por mais de 6 meses e interromperam o uso; e (3) “Nunca foram usuárias” (n = 23; com idade média de 36 anos) Nunca tomaram anticoncepcionais.
RESULTADOS:
Em mulheres com disfunção sexual, mudanças na Globulina Ligadora de Hormônio Sexual (SHBG) das usuárias (1) eram QUATRO VEZES mais elevados do que os níveis daquelas no grupo (3) “Nunca foram usuárioas” (média de 157 +/- 13 nmol/L vs. 41 +/-4 nmol/L; P < 0,0001). Apesar de uma diminuição dos valores de SHBG após a interrupção do uso de contraceptivos, os níveis de SHBG em (2) “Usuárias que descontinuaram” permaneceram elevados em comparação com o grupo das usuárias (1) (n = 26; P <0,0001 para > 120 dias).
CONCLUSÃO:
Em mulheres com disfunção sexual, alterações de SHBG em (2) “Usuárias que descontinuaram” não diminuiu para valores compatíveis com (3) “Nunca foram usuários”. Saúde sexual, metabólica, e mental a longo prazo pode resultar em consequências das elevações crônicas de SHBG. A exposição aos estrogênios sintéticos do uso prolongado das pílulas induz Imprinting genômico e aumenta expressão do gene da SHBG no fígado em algumas mulheres? Investigação prospectiva é necessária.
Em outras palavras, os sintomas de TPM irão parecer um paraíso comparados com os sintomas do uso prolongado de pílulas anticoncepcionais. Além da negligência por parte de pacientes e médicos, outro problema é o fato de estarem com os hormônios alterados por tanto tempo, que os sintomas de irritabilidade, disfunção sexual (mesmo leves) e baixa saude mental passaram despercebidos, ou observados como partes integrandes da vida, ou inerentes ao sexo feminino.

terça-feira, 13 de outubro de 2015

Deus

"Veja a si como Deus o vê. Veja os outros como Deus os vê. Os sentimentos que Ele tem por nós deveriam ser os mesmos que nós temos um pelo outro. Deus tem amor por todos e nós precisamos desenvolver esta mesma natureza também. Deveríamos gostar do que Ele gosta. Ninguém deveria duvidar que somos filhos Dele. A beleza do Supremo é tão elevada! Então apenas pense o que você se torna ao considerar-se um filho de Deus."

Emagrecer com prazer

Emagrecer com prazer? Como?

Antes de contar para vocês como seguir uma dieta para emagrecer com prazer, acho importante lhe mostrar quais dietas não funcionam para emagrecer. Há muito tempo Dr. Willian Davis autor do best seller “Barriga de Trigo” recomenda uma dieta livre de farinha de trigo aos seus pacientes, pois os produtos feitos com trigo elevam o açúcar na corrente sanguínea mais do que uma barra de chocolate tipo um Snickers ou Twix, como consequência, o seu pâncreas produz mais insulina, o hormônio que fará com que todo este excesso de açúcar no sangue seja estocado como gordura nas células do seu corpo. Portanto, vou reiterar, já sabemos que não é ai que você encontrará a melhor dieta para emagrecer com prazer e obviamente não conseguirá emagrecer desta forma.
Seus pacientes perderam muito peso apenas com a eliminação destes produtos, tiveram melhora ou cura total de diversas doenças como artrite, asma, inchaço nas pernas, cura total do refluxo ácido e da síndrome do intestino irritável, melhora da diabetes entre diversas doenças. Sem contar a melhora na qualidade de vida, estabilidade de humor, clareza mental e sono mais profundo.
Quando falo sobre uma dieta para emagrecer com prazer, não digo comer doces e produtos processados que favorecem o surgimento de diversas das patologias crônicas como as citadas acima, também não significa contar calorias e viver na ilusão de poder comer um pouco de tudo contanto que não coma demais. Esta certamente é a pior estratégia para perder peso, sem embasamento científico, podendo levar a diversos transtornos alimentares, como compulsões e a ortorexia, quando alguém fica obcecado com tudo que come.
chocolate-covered-tropical-strawberry
Boa notícia: Chocolate 85% com morango pode fazer parte de uma dieta saudável para perda de peso.
Fica cada vez mais evidente o fato de que o consumo de tais alimentos não apenas pode desencadear doenças, mas pesquisas constantemente têm indicado a relação entre o consumo de carboidratos refinados e uma suposta dependência alimentar causada pelo seu consumo frequente dentro de uma perspectiva neurológica e científica. Este conceito está chamando a atenção de diversos pesquisadores recentemente, para estudar esta relação e seu potencial para levar indivíduos ao sobrepeso e a obesidade.
Estudos têm demonstrado que alimentos com alto “valor de recompensa”, como por exemplo tortas, bolos, biscoitos e alimentos ricos em  farinha de trigo e açúcar ativam os centros de recompensa do cérebro podendo gerar compulsão alimentar. De acordo com alguns estudos publicado na American Journal of Clinical Nutrition (Jornal americano de nutrição clínica) e outros jornais científicos, carboidratos refinados estimulam regiões do cérebro responsáveis pela dependência química e compulsão alimentar
Um estudo publicado em 2013 por Joseph Schroeder, por exemplo, constatou que carboidratos como o biscoito Oreo, uma das marcas mais consumida nos EUA é tão viciante quanto a cocaína, em ratos cobaias. Eles não somente são tão viciantes quanto a cocaína, mas eles ativaram muito mais neurônios em zonas de recompensa do cérebro do que a morfina também! De acordo com Joseph, o autor do estudo:
 A pesquisa reforça a teoria de que alimentos calóricos e com muito açúcar estimulam o cérebro da mesma maneira que as drogas. Isso pode explicar por que algumas pessoas não conseguem resistir a esse tipo de alimento, mesmo sabendo que não são saudáveis
Claramente estes alimentos não fazem parte de uma dieta pare emagrecer com prazer, pois não apenas estes alimentos possuem um alto potencial viciante, mas podem prejudicar substancialmente sua capacidade cognitiva. Um exemplo disso é o novo estudo de 2014 conduzido pelo neurocientista Dr Aaron Blaisdell, da Universidade UCLA (Califórnia),  que fortalece mais a ligação entre o ganho de peso com a preguiça, falta de motivação e performance cognitiva.
Nele, 36 ratos foram divididos em dois grupos que consumiram duas dietas diferentes ao longo de seis meses. A principal diferença entre as dietas dos dois grupos foi o açúcar, sucralose e maltodextrina (glicose) e a caseína (proteína do leite) e um maior processamento dos carboidratos no primeiro grupo.
O resultado foi previsível no que diz respeito ao ganho de peso, mas o fato que mais surpreendeu os pesquisadores foi a perda da motivação e o aumento do sedentarismo no grupo que consumiu açúcar e carboidratos refinados.
Os ratos que consumiram açúcar e carboidratos refinados demonstraram uma performance motivacional prejudicada, representada pela velocidade reduzida ao pressionar a alavanca para fornecer comida e água para eles automaticamente, fazendo intervalos mais longos nesta tarefa. Foram duas vezes mais lentos do que os ratos magros.Isto representa a ordem dos eventos:
Ao consumir alimentos processados por certo tempo, o indivíduo torna-se quimicamente dependente deste alimento, ganha peso durante o processo enquanto desregula diversos hormônios do corpo e perde sua força de vontade e a capacidade cognitiva. Certamente não há prazer a ser encontrado ai!
Isso não acontece com cobaias, obviamente, mas com o ser humano e outros mamíferos. Outro exemplo é a Neurocientista da Alemanha Dr. Agnes Floel e seus colegas, que em seu estudo publicado na Neurology, um dos jornais mais prestigiosos de neurologia clínica do mundo, conseguiram identificar alterações cognitivas substanciais com um consumo de açúcar e carboidratos refinados. Em seu estudo três fatores de perda cognitiva, além de mudanças estruturais na área do cérebro chamada hipocampo, foram identificados por meio de testes cognitivos:
  • Atraso de recordação:
  • Habilidades de aprendizagem:
  • Consolidação da memória
Utilizaram equipamentos de imagem cerebral para acessar o volume do hipocampo e microestrutura como indicado pela densidade da barreira de matéria cinzenta e em seguida examinaram a associação entre a memória (testes), volume do hipocampo e o metabolismo da glicose representado pela Hb A1c (hemoglobina Glicada) que é útil para identificação de altos níveis de glicemia durante períodos prolongados. Notem como não há prazer nenhum comendo estes produtos, muito menos emagrecimento!
Os resultados validaram o fato de que baixos níveis de glicose sanguínea através de uma dieta para emagrecer com prazer estão diretamente relacionados a capacidade de aprendizado e consolidação da memória. O surpreendente deste estudo é que mesmo em indivíduos dentro do peso e dentro da faixa considerada normal de glicose sanguínea (90-100 mg/dl em jejum), a perda de memória ocorre frequentemente devido ao consumo de produtos processados e ao consumo excessivo de carboidrato. Na ausência de diabetes tipo 2, níveis altos de glicose sanguínea produzem mudanças estruturais no hipocampo (perda de volume) e efeitos negativos na cognição. De acordo com Dr. Agnes Floel:
“Estes resultados sugerem que mesmo para pessoas dentro da faixa normal de açúcar no sangue, reduzir os seus níveis de glicose sanguíneos pode ser uma estratégia promissora para a prevenção de problemas com a memória e declínio cognitivo”
Sabemos há muito tempo que o controle da glicemia por meio de uma dieta baixa em carboidratos é um dos meios mais eficazes, se não a forma mais eficaz, para prevenir a perda cognitiva e o desenvolvimento de doenças degenerativas e transtornos cognitivos. A busca pelo conhecimento e por estratégias direcionadas a manter estabilidade dos níveis de glicose no sangue são ferramentas essencial para saúde física cognitiva, para indivíduos de todas as idades.
Essas descobertas são importantes porque elas indicam que mesmo em indivíduos saudáveis não-diabéticos e tolerantes a glicose, escolhas de estilo de vida que tendem a diminuir os níveis de glicose sanguíneo em indivíduos jovens e idosos devem ser recomendadas”, Dr. Floel

quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Confiança

"Quando começo a confiar em mim eu paro de olhar para os outros para provar meu próprio mérito. Quando busco internamente por respostas eu começo a aumentar a confiança em mim. Essa confiança me liberta de perguntar aos outros o que fazer e de ser dependente de orientação externa. Que hoje eu confie na voz quieta da minha intuição e considere as orientações sábias que ela me revela."
Brahma Kumaris

Bacon faz bem para a saúde

Bacon faz bem para a saúde! Conheça 5 motivos

Quando falamos em bacon, uma ideia negativa é a primeira coisa que vem à cabeça da maioria das pessoas. Mas, você sabia que bacon faz bem? Isso mesmo, esqueça tudo o que você já ouviu. Eu vou te apresentar as 5 chaves do bacon, que vão te explicar os benefícios dessa maravilha alimentar.
  • Niacina O bacon aumenta a sua expectativa de vida. O segredo está na Niacina, conhecida como Vitamina B3. Trata-se de um nutriente crítico para proteção do coração, estímulo imunológico e combate a infecções. Essa substância está também envolvida em mais de 50 processos biológicos no nosso corpo, incluindo suporte adrenal e produção hormonal (especialmente hormônio sexual). Como se não bastasse, combate inflamações, protege os seus ossos e ajuda na desintoxicação. No fim das contas, a niacina pode estender sua vida por mais 7 a 8 anos deliciosos. E atenção para o bônus: além do bacon, a niacina está em outros “alimentos proibidos” como café e amendoim.
  • Gordura Não despreze a gordura na panela após fritar o bacon, pois a gordura do porco está entre as mais saudáveis. Ela fortalece seu corpo e garante energia, protege o coração, além de afastar a síndrome metabólica. Quando você termina o preparo do bacon, a gordura que sobra na panela pode e deve ser usada para o preparo de vegetais e outros acompanhamentos do prato principal.
  • Sal As informações que o sal faz mal são um risco. Isso mesmo! Sabemos que alimentação pobre em sal pode aumentar o seu risco de morte em mais de 500%. Sal é um nutriente e não afeta a sua pressão arterial, a menos que você tenha problemas renais. Só uma pequena porcentagem de pessoas é sensível ao sal. A dieta com pouco sal pode aumentar o seu risco de ataque cardíaco e fraturas ósseas. Coma mais bacon, e você nunca terá que se preocupar em com a deficiência de sal.
  • Nitratos Há centenas de preservativos bons para você, sobre os quais você quase não ouve falar. Um deles é bem conhecido, mas como sempre, tudo o que se fala é o quanto é supostamente ruim para você. Estou falando dos nitratos. Na verdade eles não são perigosos, carcinogênicos e nem fazem mal à saúde. Depois de consumidos, nitratos formam óxido nítrico, que pode proteger o coração – especialmente durante um ataque cardíaco! O óxido nítrico pode reabrir artérias obstruídas, ou seja, aumenta suas chances de sobreviver a esses ataques.
  • Colesterol Gosta da sua memória? Quer evitar o câncer? Espera ter sexo quando ficar mais velho? Então você precisa de colesterol. Sei que não é isso que você tem ouvido por aí, mas garanto que é a verdade e o bacon pode ajudar! Simplesmente acenda o grill e comece a fritar o bacon, especialmente pela manhã.
Quer alimentos para evitar? Evite aqueles que você vê nas imagens de um café da manhã “balanceado” – cereais, torrada, geleia etc. Todos esses carboidratos vazios irão torná-lo faminto logo, tendo que fazer lanches mais vezes. No fim do dia, você terá comido em excesso. Eles vão aumentar o seu risco de obesidade e diabetes, além de acelerar o caminho para uma morte precoce.
Ao invés disso, agregue o bacon com o seu acompanhamento mais famoso: os ovos. Acompanhe com uma xícara de café (mas esqueça o açúcar!) e você estará começando o seu dia da melhor forma possível. Para se ter uma ideia, pesquisadores do Instituto Nacional de Saúde Americano têm testado nitrato de sódio como um tratamento para tudo, de anemia a aneurismas. Apesar dos estudos estarem iniciando, os resultados parecem promissores.

! Conheça 5 motivos

Quando falamos em bacon, uma ideia negativa é a primeira coisa que vem à cabeça da maioria das pessoas. Mas, você sabia que bacon faz bem? Isso mesmo, esqueça tudo o que você já ouviu. Eu vou te apresentar as 5 chaves do bacon, que vão te explicar os benefícios dessa maravilha alimentar.
  • Niacina O bacon aumenta a sua expectativa de vida. O segredo está na Niacina, conhecida como Vitamina B3. Trata-se de um nutriente crítico para proteção do coração, estímulo imunológico e combate a infecções. Essa substância está também envolvida em mais de 50 processos biológicos no nosso corpo, incluindo suporte adrenal e produção hormonal (especialmente hormônio sexual). Como se não bastasse, combate inflamações, protege os seus ossos e ajuda na desintoxicação. No fim das contas, a niacina pode estender sua vida por mais 7 a 8 anos deliciosos. E atenção para o bônus: além do bacon, a niacina está em outros “alimentos proibidos” como café e amendoim.
  • Gordura Não despreze a gordura na panela após fritar o bacon, pois a gordura do porco está entre as mais saudáveis. Ela fortalece seu corpo e garante energia, protege o coração, além de afastar a síndrome metabólica. Quando você termina o preparo do bacon, a gordura que sobra na panela pode e deve ser usada para o preparo de vegetais e outros acompanhamentos do prato principal.
  • Sal As informações que o sal faz mal são um risco. Isso mesmo! Sabemos que alimentação pobre em sal pode aumentar o seu risco de morte em mais de 500%. Sal é um nutriente e não afeta a sua pressão arterial, a menos que você tenha problemas renais. Só uma pequena porcentagem de pessoas é sensível ao sal. A dieta com pouco sal pode aumentar o seu risco de ataque cardíaco e fraturas ósseas. Coma mais bacon, e você nunca terá que se preocupar em com a deficiência de sal.
  • Nitratos Há centenas de preservativos bons para você, sobre os quais você quase não ouve falar. Um deles é bem conhecido, mas como sempre, tudo o que se fala é o quanto é supostamente ruim para você. Estou falando dos nitratos. Na verdade eles não são perigosos, carcinogênicos e nem fazem mal à saúde. Depois de consumidos, nitratos formam óxido nítrico, que pode proteger o coração – especialmente durante um ataque cardíaco! O óxido nítrico pode reabrir artérias obstruídas, ou seja, aumenta suas chances de sobreviver a esses ataques.
  • Colesterol Gosta da sua memória? Quer evitar o câncer? Espera ter sexo quando ficar mais velho? Então você precisa de colesterol. Sei que não é isso que você tem ouvido por aí, mas garanto que é a verdade e o bacon pode ajudar! Simplesmente acenda o grill e comece a fritar o bacon, especialmente pela manhã.
Quer alimentos para evitar? Evite aqueles que você vê nas imagens de um café da manhã “balanceado” – cereais, torrada, geleia etc. Todos esses carboidratos vazios irão torná-lo faminto logo, tendo que fazer lanches mais vezes. No fim do dia, você terá comido em excesso. Eles vão aumentar o seu risco de obesidade e diabetes, além de acelerar o caminho para uma morte precoce.
Ao invés disso, agregue o bacon com o seu acompanhamento mais famoso: os ovos. Acompanhe com uma xícara de café (mas esqueça o açúcar!) e você estará começando o seu dia da melhor forma possível. Para se ter uma ideia, pesquisadores do Instituto Nacional de Saúde Americano têm testado nitrato de sódio como um tratamento para tudo, de anemia a aneurismas. Apesar dos estudos estarem iniciando, os resultados parecem promissores.

Fígado gordo e seu tratamento

Fígado gordo e seu tratamento

Por Donald McLean
O fígado gordo (esteatose) é praticamente a pré-condição de fibrose, cirrose e câncer hepatocelular.
A esteatose hepática e resistência à insulina hepática estão intimamente associados, mas ainda não é bem compreendido se trata-se da esteatose causando a resistência à insulina ou vice-versa. Contudo, é evidente que a esteatose e a resistência à insulina hepática normalmente precedem a inflamação, fibrose, e cirrose do fígado.

A esteatose é produzida experimentalmente em animais mediante a:


a) toxinas e álcool – neste caso, o efeito será agravado por dietas ricas em gorduras ômega 6 PUFA, revertidas por dietas que fornecem gorduras altamente saturadas, geralmente  gordura bovina ou óleo de coco e se mantem estável por gorduras moderadamente saturadas como o azeite e a banha de porco.
b) dietas ricas em gorduras polinsaturadas ômega 6 (PUFA) com várias refeições ao dia, simulando uma dieta moderna, mas não com uma janela restrita de alimentação (o jejum diário).
c) dietas deficientes em colina ou nas matérias-primas necessárias para fazer colina; metionina, ácido fólico e B12 (no entanto, deficiências de vitamina B12 e ácido fólico tem outros efeitos graves).
d) dietas deficientes em antioxidantes que impedem a peroxidação lipídica, geralmente selênio e tocoferol.
A regulação positiva de PPAR-alfa, fator de transcrição de proteínas que é o principal regulador do metabolismo lipídico no fígado, é protetora contra a esteatose hepática e inibe a replicação de hepatite C (HCV).
PPAR- alfa também foi relatado ser regulado pela hepatite C no fígado de pacientes infectados [88, 89]. Uma vez que PPAR- alfa bloqueia a replicação e a produção de partículas virais infecciosas, a sua regulação positiva provavelmente confere uma vantagem replicativa ao vírus, apesar das desordens metabólicas que resultam para as células hospedeiras [90, 91].
PPAR-alfa é regulada positivamente pela peroxidação intracelular de DHA (ômega 3 dos peixes gordos), por restrição de carboidratos, pelo jejum, bem como pela flavanona naringenina, um antioxidante encontrado na toranja, laranja e tomate.
A partir disso, é possível construir uma dieta que previne ou reverte o fígado gordo e, portanto, impede as suas sequelas:
  • A dieta deve fornecer ampla quantidade de colina, de ovos, e fatores de metilação, vitamina B12 e folato de carnes e legumes (espinafre e beterraba são excelentes fontes do fator alternativo de metilação, a betaína).
  • As gorduras na dieta deverão ser altamente saturadas: carne de cordeiro, óleo de coco, gordura do leite e azeite, mas também haverá quantidades ideais de DHA de peixes e frutos do mar.
  • Carboidratos devem ser restritos (e de baixo índice glicêmico), a ingestão calórica não deverá ser excessiva, várias refeições ao dia devem ser evitadas.
  •  A dieta deverá ser rica em antioxidantes. É importante para a ativação da PPAR-alfa para que o DHA (ômega 3) peroxidize nos hepatócitos e não no intestino ou no sangue. Neste artigo, a vitamina E protege o DHA, mas o extrato de semente de uva(*) é eficaz, portanto, provavelmente estamos falando sobre o efeito antioxidante geral como você deseja obter, seja a partir de um prato com sardinhas, tomate, espinafre cozido levemente em azeite de oliva extra virgem. No caso da hepatite C, que é um vírus que sequestra selênio e zinco, deve ser dada especial atenção à ingestão desses minerais e a suplementação moderada deve ser considerada.
(*) Extrato de semente de uva é uma polifenol de planta, não contém gorduras, e não deve ser confundido com óleo de semente de uva que é rico em ômega 6 (PUFA)
 Este estudo menciona a intrigante possibilidade de que o excesso de acumulação de NADH, um composto orgânico com papel importante na produção de energia das células, é um fator da esteatose hepática. Este fenômeno é conhecido como o stress redutivo e pode ser aliviado com a colina, betaína e moléculas semelhantes através da geração de metano.
Na prática, tais dietas funcionam? Já houve bons estudos sobre dietas ricas em gordura e low-carb em doenças hepáticas gordurosas. Considerando que estes só tem lidado com a redução dos carboidratos e a redução de gorduras ômega 6 rançosas e colina, gorduras PUFAs e antioxidantes ignorados, os resultados foram completamente encorajadores. Vejam abaixo o resumo dos estudos em português e inglês:
Dietary Composition and Nonalcoholic Fatty Liver Disease
There were no significant associations between either total caloric intake or protein intake and either steatosis, fibrosis, or inflammation. However, higher CHO intake was associated with significantly higher odds of inflammation, while higher fat intake was associated with significantly lower odds of inflammation. In conclusion, present dietary recommendations may worsen NAFLD histopathology.
Em português:
Composição da dieta e a doença hepática gordurosa não alcoólica
Não houve associação significativa entre o consumo de proteína ou ingestão calórica total com tanto esteatose, fibrose ou inflamação. No entanto, uma maior ingestão de carboidratos foi associada com uma probabilidade significativamente mais elevada de inflamação, enquanto que a ingestão de gorduras mais elevada foi associada a probabilidade significativamente inferior de inflamação.
Em conclusão, se as recomendações dietéticas não forem precisas, elas podem piorar a histopatologia desta condição.
The effect of a low-carbohydrate diet on the nonalcoholic fatty liver in morbidly obese patients before bariatric surgery
The findings show that 4 weeks of a very low carbohydrate diet reduces liver fat content and liver size, particularly of the left lobe. This approach may render bariatric surgery or any foregut operations less difficult in morbidly obese patients and may be a useful treatment for nonalcoholic fatty liver disease.
Em português:
O efeito de uma dieta pobre em carboidratos na doença hepática gordurosa não alcoólica em pacientes obesos mórbidos antes da cirurgia bariátrica
Os resultados mostram que 4 semanas de uma dieta muito baixa em carboidratos reduz o teor de gordura no fígado e o tamanho do fígado, particularmente do lobo esquerdo. Esta abordagem pode tornar a cirurgia bariátrica ou quaisquer operações intestinais mais fáceis ou desnecessárias em pacientes obesos mórbidos e é um tratamento útil para a doença hepática gordurosa não alcoólica.
The Effect of a Low-Carbohydrate, Ketogenic Diet on Nonalcoholic Fatty Liver Disease: A Pilot Study
Four of 5 posttreatment liver biopsies showed histologic improvements in steatosis (P=.02) inflammatory grade (P=.02), and fibrosis (P=.07). Six months of a low-carbohydrate, ketogenic diet led to significant weight loss and histologic improvement of fatty liver disease.
Last but not least, some case studies from everyone’s favourite blogger, Stephan Guyenet at Whole Health Source. Stephan is someone who has taken into account choline and all the other factors I’ve mentioned.
Em português:
O Efeito de um baixo teor de carboidratos, dieta cetogênica sobre a Doença hepática gordurosa não alcoólica: um estudo piloto
Quatro de 5 tratamentos pós- biópsia hepática mostraram melhorias histológicas  (P = 0,02) na graduação inflamatória da esteatose (P = 0,02 ) e fibrose (P = 0,07 ). Seis meses de uma dieta de baixo teor de carboidratos e dieta cetogênica levou a uma significativa perda de peso e melhora histológica da doença hepática gordurosa.
Por último, mas não menos importante, alguns estudos de caso do blogueiro favorito de todos, Stephan Guyenet no Whole Heath Source. Stephan é um pesquisador que levou em conta a colina e todos os outros fatores que mencionei (só para os leitores da língua inglesa):
Fatty Liver Reversal
Another Fatty Liver Reversal
Another Fatty Liver Reversal, part II

Exercícios e doença hepática:


http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC3070294/
Nem exercício de intensidade moderada, nem os exercícios totais por uma semana foram associados com doença hepática gordurosa (NASH) ou estágio de fibrose. Atingir recomendações vigorosas foi associado com uma diminuição das chances ajustadas de ter NASH (odds ratio (OR): 0,65 (0,43-0,98)). Dobrar o tempo recomendado de exercícios vigorosos, como é sugerido para alcançar benefícios adicionais de saúde, foi associado com uma diminuição das chances ajustadas de fibrose avançada (OR: 0,53 (0,29-0,97)) “.
Resumindo: Apenas exercícos de resistência, de alta intensidade melhoram realmente o quadro.
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/21618160
Isso nos trás uma gama de estratégias e combinações para tratar o fígado gordo com a dieta paleo, dietas de restrição de carboidratos, dieta cetogênica, restrição de calorias, alimentação com janelas de restrição de tempo (jejum) e exercícios de alta intensidade.

Gordura dos laticínios e do coco protege contra diabetes

Gordura dos laticínios e do coco protege contra diabetes

Por Donald McLean
A diabetes de tipo 2, na etiologia definida pelo Professor Roy Taylor, é uma condição de acumulação de gordura no pâncreas, fígado e células musculares, o que cria a resistência à insulina, hiperinsulinemia, Hiperglucagonemia, e um ciclo vicioso de glicotoxicidade e lipotoxicidade (toxidade ao efeito do açúcar e certas gorduras). [1]
Assim, há uma constelação de distúrbios de acumulação lipídica ligados a hiperinsulinemia, os outros incluem a aterosclerose, Doença gordurosa hepática não-alcoólica (DHGNA) e obesidade. O reconhecimento que estas condições estão conectadas de alguma forma aconteceu no início dos anos 1880, pelo grande fisiologista alemão Wilhelm Ebstein, o pai da moderna dieta low-carb. [2]
leitedecoco
Na recente meta-análise sobre gordura saturada e doenças de Souza et al, uma maior ingestão de ácido trans-palmitoléico de seres ruminantes, um marcador do consumo de gordura do leite, foi inversamente associado a diabetes tipo 2 (0,58, 0,46-0,74). [3] Isto é consistente com muitos estudos de biomarcadores séricos de consumo de gordura do leite, incluindo também os ácidos graxos saturados de cadeia ímpar.
Os resultados recentes de Malmö, a terceira maior cidade da Suécia, fornece mais detalhes sobre essas correlações. Na coorte Malmö sobre dieta e câncer foi estudado usando um diário alimentar de 7 dias e uma entrevista de uma hora, bem como um questionário. Isso faz com que os resultados ficassem mais confiável do que outros estudos epidemiológicos sobre dieta, que normalmente usam apenas os questionários. Em Malmö, o maior consumo de gordura do leite (incluindo manteiga) teve uma associação protetora para a diabetes tipo 2. A associação foi mais forte para os ácidos gordos de cadeia mais curta (de 4:0, butirato ao 14:0, o ácido mirístico). E havia também um efeito protetor de uma relação de ALA/LA mais elevada (ômega 3/6) [4]

Numa análise separada da coorte Malmo, verificou-se que a aderência às recomendações dietéticas para limitar a gordura saturada para 14% ou menos das calorias totais do dia foi associada com um aumento do risco de diabetes tipo 2, sendo um aumento de 15% em homens e um aumento ligeiramente menor nas mulheres. Houve uma associação em homens entre a adesão às recomendações para limitar sacarose adicionada (açúcar) e diabetes tipo 2 (não tão grande supostamente devido aos efeitos protetores do cacau consumido junto). [5]
print1 leite coco
Aumento do risco de diabetes nos indivíduos que consumiram menos de 14% das calorias na forma de gordura saturada.
Existe alguma explicação simples, mecânica, que começa a explicar este relacionamento? Se a diabetes tipo 2 é o resultado do armazenamento excessivo de lipídios, algumas das gorduras dietéticas são mais fácil de serem armazenadas que outras? A investigação sobre a Esteatose hepática não-alcoólica sugere ácidos graxos de cadeia curta e média não são facilmente armazenados. Ratos albinos da espécie Wistar alimentados com óleo de coco em condições de esteatose hepática não-alcoólica comeram incríveis 143% de calorias extras de cabo a rabo, sem aumento no acúmulo de lipídeos hepáticos, enquanto ratos alimentados com manteiga ganharam 30% de gordura extra. [6]
Uma equipe liderada por George Bray analisou as taxas de oxidação de ácidos graxos em seres humanos, e fez duas descobertas – 1) Quanto menor o comprimento de cadeia de uma gordura saturada, mais rápida a taxa de oxidação, 2)
Quanto mais ligações duplas em uma gordura insaturada, mais rápida será a velocidade de oxidação. Assim, o ácido láurico (saturado – 12:0) foi oxidado a uma taxa muito mais elevada do que esteárico (saturado -18:0), e ALA (ômega 3- 18: 3) foi oxidado a um ritmo mais rápido do que o LA. (ômega 6 – 18: 2) [7]
Quanto mais rápido um ácido graxo é oxidado, mais difícil é seu armazenamento; este fenômeno desfavorece o acúmulo de lipídios, com benefícios para reduzir o risco de distúrbios da acumulação de lipídios.
Uma segunda consideração é que a gordura substitui carboidratos na dieta, e carboidratos são o nutriente que, através da indução da secreção de insulina, aumenta a síntese lipídica e a conservação lipídica, algo que (sem conhecer a insulina) Wilhelm Ebstein compreendia na década de 1880. Os níveis de triglicérides no sangue estão diretamente associados ao percentual de carboidratos de uma dieta, e este componente de triglicérides é a fonte de gordura pancreática no modelo do professor Roy Taylor.[ 1 ]
Uma terceira consideração é que as gorduras saturadas são resistentes a peroxidação e o stress oxidativo desempenha um papel na promoção da falha das células beta no pâncreas. As gorduras saturadas promovem proteção contra a insuficiência das células beta em ratos tratados com aloxana, substância que induz a diabetes em ratos.
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Coração limpo

"Uma pessoa com um coração limpo sempre tenta fazer o melhor para aqueles com quem ela se relaciona. Ela não tem nada exceto virtude dentro de si. Ela desenvolve a capacidade de aceitar as pessoas como são e ignora os malfeitos. Por não se deixar influenciar negativamente ela faz o que é correto e mantém o equilíbrio na vida. Uma pessoa assim é doadora de felicidade para si e para os outros. Sua doação acontece através de ações e não de palavras."

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Somos todos Bactérias

Somos todos Bactérias! Introdução

Bactérias

SOMOS TODOS BACTÉRIAS!

Possuímos em nosso organismo mais de 100 trilhões de bactérias em mais de 500 espécies diferentes. São 10 vezes mais bactérias do que células!
Sim, você leu certo, temos mais bactérias em nosso corpo do que células!
Jeremy Nicholsen do Imperial College of London em um artigo de 2004 na Nature Biotechnology mostra que temos quase 1.5kg de bactérias em nosso organismo e mais de 100 vezes a quantidade de material genético comparado as células do nosso corpo.
Já parou pra pensar nisso? No impacto que esses microrganismos têm em nossas vidas? Mais de 90% do material genético em nosso organismo não pertence ao nosso genoma, mas à bactérias, vírus e outros microrganismos.
Por incrível que pareça somos mais bactéria do que humanos. E os grandes pesquisadores de hoje em dia já falam de nosso mais novo órgão: nossa Flora Intestinal.
Quando estamos com saúde, vivemos num estado que chamamos de simbiose. Uma relação mutuamente vantajosa para nós e para esses microrganismos. Eles tiram o que precisam de nós e nós (mais do que imaginamos) temos os benefícios da presença e atividade deles.
Eles desempenham papéis extremamente importantes em nosso organismo, com funções que sequer imaginávamos apenas algumas décadas atrás. Entre elas, nos ajudam na digestão e absorção de nutrientes, na motilidade intestinal, síntese de vitaminas, regulação da imunidade, até a manutenção dos níveis de colesterol.
Você acha que sua prisão de ventre é por falta de fibras? Mesmo quando você já come “quilos” delas por dia, achando que estão te fazendo bem?
O grande estimulante da motilidade intestinal é a nossa flora. E se ela estiver mal, nada adiantará muito para curar sua prisão de ventre. Principalmente os yogurts com efeitos laxantes que são vendidos nos mercados, que apesar de parecerem resolver o problema, apenas irritam mais a parede intestinal.
Precisamos entender que não só obtemos enormes benefícios como somos totalmente dependentes desses microrganismos. Já está na hora de pararmos de abominá-los por causa da ignorância de séculos passados. O uso indiscriminado de antibióticos traz catastróficos problemas para nosso organismo e meio ambiente. O pensamento de que os microrganismos são os grandes causadores de doenças nos faz ter um medo infundado e com isso tentamos viver num ambiente estéril e ao mesmo tempo cheio de produtos químicos tóxicos que matam bactérias e nós também.
Outro ponto que precisamos entender é que a maior parte dessas bactérias vive (ou deveria viver) em harmonia em nossos intestinos e é nesse mesmo local que também reside 85% do nosso sistema imunológico. Elas são parte fundamental do nosso sistema de defesa e da nossa imuno-regulação. É a presença (equilibrada) dessas bactérias que permite que nosso sistema imunológico se adapte e regule a quantidade dessas colonias em nosso organismo de forma a permitir essa coexistência essencial de maneira equilibrada e saudável. Hoje já se sabe que uma das principais funções do sistema imunológico é manter essa simbiose, e quando destruímos esse sistema com uma péssima alimentação, estresse, antibióticos, etc estamos traçando um caminho certo para o adoecimento.
As bactérias podem ser boas ou más, dependendo das condições do “terreno” e da quantidade de colônias. E é por isso que manter nosso sistema imunológico forte é fundamental, pois sem ele esse equilíbrio, se perde e o que nos era fundamental para a saúde.
Como diria o incrível médico Dr. Eduardo Almeida (com quem mais tenho aprendido sobre saúde),”Sem bactérias não há vida. Vida é Simbiose!” e isso é especialmente verdade quando diz respeito ao nosso organismo e sistema de defesa.
Medico_Remedios

A MEDICINA ATUAL E O ABUSO DOS ANTIBIÓTICOS

Anti – Contra | Bios – Vida – “Para destruir o sistema imune intestinal não há recurso mais eficaz do que o uso de antibióticos” – GH Eberhardt
Nos últimos tempos, acompanhamos o enorme,  indiscriminado e desnecessário uso de medicamentos químico. Agressivos a vida. E o principalmente deles são os antibióticos. Com isso, essa relação de amizade entre nós e as bactérias está desmoronando. E como consequência nosso corpo adoece gravemente, as vezes silenciosamente e por muitos anos.
Cada vez mais vemos problemas digestivos atingindo a todos nós e até mesmo crianças. Eles vão dos mais simples até os mais graves e complexos. Começam com inchaços, cólicas, gases, refluxos, má digestão, constipação, alergias e  intolerâncias mais ou menos graves e vão até os mais graves problemas inflamatórios e autoimunes.
Os principais culpados pela perda desse equilíbrio são os antibióticos e má alimentação. Ambos destroem nossa flora, metabolismo e o equilíbrio que é fundamental em nosso sistema. E pouco a pouco destroem nosso corpo.
É alarmante a quantidade de crianças desenvolvendo alergias, asmas, infecções respiratórias, etc.
Não estou dizendo que antibióticos não sejam necessários e importantes. Foi sem dúvida um dos maiores avanços da medicina e seu uso é muitas vezes essencial e urgente. O problema é que os médicos os têm utilizado inescrupulosamente para praticamente qualquer coisa. Sem a menor ideia dos problemas que estão gerando para o futuro dos que os utilizam. Muitas vezes esses problemas demoram 5, 10 anos para aparecerem.
Não é à toa que estamos vivendo uma epidemia de doenças crônicas nos dias atuais.
Um excelente exemplo desse uso inadequado de medicamentos é a quantidade de mulheres que não cansam de utilizar anti-fúngicos e pomadas para combater candidíase, sem sequer imaginar que o problema nas mucosas, na maioria das vezes é um espelho do que está acontecendo em nossos intestinos. E quanto mais tomam os remédios mais resistentes se tornam esses microrganismos e na quase sempre elas não se curam do problema, pois nunca vão até as verdadeiras causas.
Em algumas pessoas, o uso de apenas um ciclo de antibióticos é capaz de destruir a flora intestinal e levar pessoas saudáveis a problemas graves e situações muito complicadas de sair.
Ideia

PARA REFLETIRMOS

– Dr. Phillip Tierno da New York University Center constatou que em 2005 cerca de 90 milhões de pessoas receberam prescrição de antibióticos. Em metade delas a prescrição foi desnecessária e inapropriada.
– “Quanto mais antibióticos são prescritos para tosse e resfriados, ou infecção urinária, mais as bactérias se tornam resistentes, num ciclo vicioso”, dizem pesquisadores britânicos que avaliaram 24 estudos prévios sobre a resistência a antibióticos.
– Em 1996, 64% das crianças até 4 anos foram tratas com antibióticos.
– Pesquisadores estão descobrindo um novo mundo que existe em nossa flora intestinal e nos benefícios de a mantermos equilibrada. O gráfico abaixo mostra o aumento das crescentes publicações científicas sobre o assunto nas ultimas 2 décadas:
Estudos sobre Flora Intestinal
Quantidade de estudos publicados anualmente sobre a Flora Intestinal
– Hoje, uma em cada 4 crianças receberam pelo menos 3 tratamentos com antibióticos.
– Charles Raison, do Departamento de Psiquiatria da Universidade de Medicina do Arizona, em artigo de 2010 para a Arch Gen Psychiatry afirma que o desequilíbrio da nossa flora pode levar a depressão.
– Estudos recentes mostram uma relação direta entre o crescimento de algumas colônias de bactérias e obesidade, diabetes, câncer, doenças autoimunes, alergias, intolerâncias etc.
– Desequilíbrios intestinais podem ser o gatilho para várias doenças, entre elas Artrite Reumatoide.
Sistema Digestivo

NOSSA SAÚDE COMEÇA COM UMA BOA DIGESTÃO

O estado do nosso sistema digestivo é um dos maiores indicativos da nossa saúde presente e futura. Se você tem problemas digestivos, trate-os o quanto antes pois sem uma boa digestão não há uma boa absorção dos nutrientes, e sem isso, cedo ou tarde adoecemos. A dieta que falamos no blog, é excelente para pouco a pouco voltarmos a ter uma digestão saudável.
Achamos normal termos desconfortos abdominais, azias, má digestão, dores, prisão de ventre, etc. Para tudo isso, há sempre um remédio “milagroso” . E com isso vamos diariamente maquiando sintomas (avisos) importantíssimos sobre nossa saúde.
Em alguns casos o uso de suplementos vitamínicos e probióticos é essencial mas fique muito atento com os produtos vendidos pois a maioria das marcas não vale muita coisa ou são cheios de substâncias prejudiciais ao nosso corpo. Muitos são grandes porcarias caras. Evite os multi-vitamínicos. O que realmente recomendo é achar um bom nutricionista ou ortomolecular que ajude nessa orientação e suplementação, com produtos seguros e de qualidade. A maioria das pessoas que vejo tomando suplementos por conta própria acaba fazendo mais mal do que bem ao seu organismo.
A melhor forma de mantermos esse sistema funcionando corretamente é nos alimentando bem e quando estamos muito debilitados, fornecendo os tais suplementos de maneira a dar um suporte para o corpo reagir. Antes de mais nada, coma alimentos de verdade. carnes, peixes, ovos, boas gorduras, vegetais (cozidos de preferência), frutas. E corte as porcarias industrializadas da sua vida. Comece agora, e volte a ter uma vida longa e saudável.
Bactérias_02

DISBIOSE E ALTERAÇÕES DA FLORA INTESTINAL

Quando temos um desequilíbrio dessas bactérias em nosso organismo, abrimos as portas para muitos problemas e o quanto antes os resolvermos, melhor.
O processo de adoecimento quase sempre se dá por perturbações no nosso sistema de defesa e é isso que ocorre no caso das Disbioses.
Essas alterações, se manifestam as vezes sutilmente.  Podem aparecer enxaquecas, inflamações, dores abdominais, alterações do estado psicológico, intolerâncias a alguns alimentos, constipação, diarreias etc.
E esses desequilíbrios são mais comuns do que imaginamos. Praticamente toda doença crônica e degenerativa começa com problemas digestivos e desequilíbrios imunológicos e intestinais.
Para citarmos um exemplo, hoje já bastante clara a relação do Autismo, Alergias, Asma, Intolerâncias, Doenças Autoimunes e Disbiose.
Protocolos alimentares parecidos com o que falo nesse blog são utilizados com grande eficácia no tratamento de crianças autistas com o intuito de curar seus intestinos e equilibrar sua flora, metabolismo etc.
É sensacional ver a quantidade de famílias e crianças no mundo todo se beneficiando de uma alimentação saudável e do restabelecimento da flora intestinal. Algumas dessas crianças chegam a sair do espectro com sintomas que caracterizam a “doença”.
Com essa epidemia de antibióticos, alimentação baseada em industrializados, anti-inflamatórios, anti-ácidos, pilulas anticoncepcionais, agrotóxicos, é impossível  pensar em um sistema imunológico perfeitamente saudável, mas podemos tentar chegar o mais próximo que conseguirmos desse ideal, e com isso ter meios de prevenir a esmagadora maioria das doenças.
Bebê

A FLORA DOS RECÉM NASCIDOS

Quando nascemos, é o momento crucial onde praticamente criamos nossa flora intestinal. Antes disso, na barriga de nossas mães, nossos intestinos são estéreis. Nós a adquirimos no momento em que passamos pelo canal vaginal. É nesse momento que engolimos o líquido com as bactérias que colonizarão nossos pequenos intestinos, até então estéreis. E então, após alguns dias os bebês já têm em grande parte formada, sua microflora.
A segunda forma pela qual a mãe passa essas bactérias para os bebês é através da amamentação.
E por aí podemos pensar no absurdo que é a quantidade de partos cesarianos desnecessários, na maioria das vezes por desconhecermos essas informações e por negligência (e as vezes ignorância mesmo) por parte de muitos médicos. Se juntarmos isso ao fato de muitos bebês não terem acesso ao leite materno, vemos o quanto a saúde dessas crianças já começa mal. Precisamos reverter isso o mais rápido possível!
Precisamos nos informar e saber o que fazer no caso da necessidade de cesarianas ou da impossibilidade de amamentar.
Hoje não faltam estudos mostrando que a flora intestinal de bebês nascidos nessas condições são completamente diferentes quando comparadas aos que nasceram de parto normal com acesso ao leite materno e consequentemente a saúde dessas crianças será bem diferente também.
Bebês com cólicas geralmente apresentam alterações da flora intestinal, e probióticos são eficazes em 95% dos casos.
Sabendo da importância da flora intestinal para nossa saúde, da nossa dependência dessas bactérias temos que entender a importância que os pais (principalmente a mãe) precisam dar ao equilíbrio do seu próprio organismo antes mesmo de conceber uma criança. Não é à toa que os povos antigos e tradicionais (que tinham plena saúde) preparavam a mãe, de um a dois anos antes delas engravidarem. Elas tinham acesso ao que eram considerados os melhores alimentos, fazendo de tudo para ter seus organismos o mais forte possível para aí sim poderem ter dar a luz a crianças saudáveis. Hoje, infelizmente perdemos isso.
Ideia

FATORES QUE AFETAM NOSSA FLORA INTESTINAL

– Antibióticos
– Má Alimentação
– Corantes Artificiais e Aditivos
– Analgésicos, Anti-inflamatórios, Anti-Ácidos
– Corticosteroides
– Pilula Anticoncepcional
– Tratamentos Químicos (Ex. Quimioterapia)
– Diarreia Constante (Por intoxicação, laxantes etc)

SINAIS DE AVISO

– Constipação e outros Problemas Digestivos
– Diarreias Crônicas
– Síndrome do Intestino Irritável, Colite Ulcerativa e Doença de Chron
– Infecções Respiratórias Frequentes, Asmas, Rinites Crônicas e Alergias
– Anemia
– Problemas Neurológicos, Déficit de Atenção e Autismo
– Baixa Imunidade
– Queda de Cabelo
– Suores Noturnos
– Enxaquecas
fermentados

O PAPEL DA ALIMENTAÇÃO

Não é de hoje que sabemos que o açúcar é um dos piores alimentos para nossa saúde. E é especialmente ruim para nossa flora intestinal e imunidade. Doces e carboidratos refinados em geral fornecem a matéria prima que esses microrganismos precisam para se desenvolverem e desequilibrarem. Quando isso acontece em excesso, como alguém que come muitos doces, farinhas, massas, pães isso faz com que as bactérias cresçam desordenadamente e entrem em desarmonia.  Além disso esse açúcar compete com a Vitamina C e enfraquece nosso sistema imunológico, desvia nosso metabolismo para um estado catabólico e alimenta fungos e outros microrganismos com potencial patogênico. E quando falamos açúcar não é apenas o açúcar refinado. É o excesso de carboidratos que no final são quebrados por exemplo em glicose e frutose.
Uma alimentação com redução no consumo de industrializados, principalmente os carboidratos, é fundamental para a manutenção da nossa saúde e essencial no tratamento da disbiose.
O excesso de Carboidratos e Fibras, transformam nosso sistema digestivo em um barril de fermentação. E nessa fermentação é gerado ácido lático, que destrói bactérias. Além disso a emissão de gases e produtos tóxicos por parte das bactérias (produto da digestão dessas fibras e e açúcares) são extremamente danosos ao nosso organismo. Então, cuidado com as recomendações de “Coma mais e mais fibras”, principalmente considerando que em nossa dieta “normal” já consumimos fibras em excesso. Isso pode nos levar a sérias consequências.
Outro fator importante na manutenção e equilíbrio da nossa flora é a ingestão de produtos fermentados. Yogurt (quando há tolerância), Conservas de Vegetais (caseiras), Kefir, Natto (com os devidos cuidados a soja transgênica), Chucrute, etc. Todas elas são repletas de “boas” bactérias que repovoam e ajudam no equilíbrio dessa flora intestinal. Não é à toa que praticamente todos os povos tradicionais consumiam esses preciosos alimentos em abundância. E nós devíamos pensar seriamente em adicioná-los em nosso dia-a-dia!
Mas esqueça os yogurts e conservas que você encontra no mercado pois esses são normalmente repletos de açúcar, ou quando não, a variação de temperatura no transporte e armazenamento desses produtos não garante que haverá nenhuma bactéria que tanto buscamos. Se você quer se beneficiar, faça o seu próprio Yogurt e suas Conservas. São fáceis e práticas pois principalmente no caso das conservas de vegetais duram muitos e muitos meses. Farei um post em breve mostrando como preparar algumas dessas conservas.
Sabendo disso tudo, que se abra um novo mundo pra você. Leia e pesquise mais sobre o assunto. Você se impressionará com o que tem se descoberto sobre essas bactérias. De vilãs a essenciais a vida!
Aprenda a entender os sintomas que seu corpo apresenta! E não deixe passar. Esses alertas, quando bem interpretados lhe darão uma vida mais feliz e sem sofrimentos desnecessários.
Faça as mudanças para o caminho da saúde e você sem dúvida será muito mais feliz!
Aproveite esse início de ano e mude sua vida para melhor. Tenha determinação e disciplina e seu corpo agradecerá!!
Um excelente ano com muita saúde, paz e amor em 2013.
Espero podermos trocar muitas informações nesse ano que acaba de começar!  :]
Grande abraço a todos!

Como queimar gordura corporal

Como queimar gordura corporal

quadrado incial
Por Ben greenfield

Como virar uma máquina de queimar gordura


Por que você foi enganado sobre os carboidratos e como transformar-se em uma máquina de queima de gordura parte 4
Na Parte 1Parte 2 e Parte 3 deste artigo demonstrei por que você foi enganado sobre os carboidratos e como seguir uma dieta cetogênica rica em gordura para melhor composição corporal, saúde e para quaimar mais gordura como fonte de energia.
12 Passos para você se transformar em uma máquina de queima  gordura e provar que você realmente não precisa  de carboidratos.

Passo 1: seguir uma dieta rica em gordura por 6 Meses.


O estudo UCONN matriculou atletas de ultra-endurance altamente treinados, do sexo masculino e feminino (por exemplo, ultra-maratonistas, triatletas, Ironman, etc.), que tinham consumido rigorosamente uma dieta baixa em carboidratos (definida como constituindo menos de 20% das calorias provenientes de carboidratos) ou uma dieta rica em carboidratos (defina como tendo mais do que 55% das calorias a partir de carboidratos) durante pelo menos 6 meses.
BiohackingBen
Como você provavelmente já adivinhou até agora, eu era um dos caras seguindo a low-carb.

Passo 2: Teste de utilização de ácido láctico no sangue


Para definir uma linha de base para correr na esteira por três horas, o que iria acontecer no dia seguinte, eu me submeti a um dos mais brutalmente intensos testes de ciência do exercício que existe: um protocolo de esteira V02max. Este estava escrito para mim assim “um teste incremental em esteira que irá aumentar continuamente a intensidade até atingir a fadiga voluntária”. Em outras palavras: eu teria que executar a corrida até quase desmaiar e cair para fora da esteira. Após o aquecimento, este teste normalmente leva cerca de 12 minutos, com aumentos significativos na velocidade e grau de intensidade a cada dois minutos.
Antes de cada estágio de dois minutos, dei uma breve parada para que os investigadores tirassem uma única gota de sangue do meu dedo para analisar a concentração de lactato sanguíneo. O lactato sanguíneo é o padrão ouro para determinar quando os músculos começam a produzir mais ácido láctico do que eles realmente podem remover. Níveis de lactato sanguíneo durante o exercício também é um parâmetro que nunca havia sido medido durante o exercício em atletas ceto-adaptados (adaptados a dieta alta em gordura e muito baixa em carboidratos). Uma vez que uma pessoa ceto-adaptada está queimando menos carboidratos, ela deveria, teoricamente, produzir menos ácido láctico, resultando em menos queimadura e menos desconforto durante o exercício – um otimização conveniente, na verdade…
Teste de oxigênio na esteira.
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Preparando-se para o inferno na esteira.
ben greenfield parte 4 2
O teste de  VO2 máximo começa
greenfild parte 4 3
Testando o ácido láctico no sangue.
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Passo 3: urina de 24 horas e coleta de fezes


Sabe-se que a proporção de macronutrientes (carboidrato / gordura / proteína) afeta drasticamente as bactérias do intestino e que influencia tudo, desde a produção de neurotransmissores para o desempenho até a propensão para a obesidade (daí a atual busca de uma “droga para queimar gordura” à base de bactérias).
Portanto, para este estudo, não só fui obrigado a recolher 24 horas de urina em um recipiente laranja extravagante (também controlar rigorosamente o estado de hidratação, para medir o teor de nitrogênio da minha urina)…
… Mas eu também tinha a obrigação de fazer cocô em um recipiente de plástico do tamanho de uma embalagem de iogurte e uma amostra de fezes para que os pesquisadores pudessem olhar para as bactérias e micróbios do meu intestino. As amostras de fezes foram utilizadas para analisar a minha microbiota intestinal e usar (exatamente como foi descrito para mim pelos pesquisadores) “Técnicas de sequenciamento de próxima geração que têm como alvo o gene 16S rRNA bacteriano”. Aparentemente, esta é muito semelhante ao tipo de ensaio a ser utilizado pelo projeto fascinante O projeto intestinal americano (american gut project).
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Meu fiel companheiro de 24 horas. O recipiente de urina.

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  Passo 4: DEXA digitalização


Acredite ou não, essas balanças eletrônicas que você pisa para fazer medições de gordura corporal podem ser notoriamente imprecisas. Em vez disso, a medida padrão ouro para composição corporal (percentual de gordura, porcentagem de músculo, densidade óssea e peso) é determinada por meio de um aparelho chamado “scanner de DEXA”. É isso mesmo: o mesmo tipo de scanner utilizado para diagnosticar a osteoporose pode também dizer-lhe quão gordo você está. Durante o meu exame DEXA, eu estava calmamente e completamente imóvel sobre uma mesa enquanto um técnico de raios-X certificado dirigido um braço de digitalização para passar sobre o meu corpo da cabeça aos pés, levando cerca de 5 minutos para analisar toda o meu teor de gordura.
Você pode estar interessado nos resultados que irá encontrar na tabela abaixo, se você gostaria de eliminar qualquer receio de que uma dieta rica em gordura vai fazer você engordar. Na verdade, eu estou muito mais magro do que quando estava comendo uma dieta de baixa gordura.
Aviso: Se você decidir começar uma varredura DEXA para medir a sua própria gordura corporal, porcentagem de músculo e densidade óssea, você estará exposto a uma quantidade muito pequena de radiação pelo scanner utilizada para medir a composição do corpo. A exposição a qualquer quantidade de radiação de raios-X, não importa quão baixa, pode causar alterações anormais em células. No entanto, o corpo continuamente faz reparos celulares a essas mudanças – a quantidade de radiação é muito baixa em apenas uma varredura de DEXA e a exposição total para toda a varredura do corpo é aproximadamente 125 vezes menor do que a média de radiação a partir de uma radiografia de tórax normal. DEXA digitalização.
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Você acha interessante que uma dieta à base de gordura (+ 60%) resultou em 5,2% de gordura corporal? Chocante, não é? Comer gordura não faz vocês engordarem, pessoal.
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Passo 5: Biópsia do músculo e de gordura


Agora vem a parte divertida – uma biópsia muscular e de gordura pré-treino para determinar o armazenamento de carboidratos e se uma dieta rica em gordura me deixou “isento de carboidratos”. Além de medir o armazenamento de carboidratos, a análise muscular pode ver como meus músculos ceto-adaptados podem suportar um nível teoricamente maior do que o normal de oxidação de gordura. A biópsia permite a medição de glicogênio muscular, triglicérides, tipo de fibra, marcadores de inflamação e imunidade e até mesmo padrões de expressão específicos para alguns genes.
Aqui está exatamente como a biópsia muscular me foi descrita pelos cientistas:
“Para este procedimento você vai deitar-se numa cama de hospital confortável antes do exercício.Vamos usar um anestésico local para amortecer uma área de sua pele e músculo da coxa antes de obter uma pequena quantidade de músculo através de uma agulha de biópsia muscular. Esta é a primeira de três biópsias musculares que serão feitas, incluindo uma imediatamente após o exercício e uma duas horas após o exercício. 
Enquanto a Lidocaína faz um bom trabalho de eliminar a dor aguda de uma incisão, ela não pode eliminar totalmente a dor incômoda associada com a realização da biópsia. A agulha de biópsia tem aproximadamente o mesmo diâmetro de uma caneta Bic. Após as incisões na pele e na fáscia serem feitas, a agulha será inserida através delas no músculo. A agulha de biópsia provavelmente fará com que o músculo sofra cãibra por um segundo. Uma vez no lugar, a agulha irá ser utilizada para fazer três ou quatro “recortes” no músculo, que vai ser removido de você. A quantidade total de músculo removido será entre 50 e 200 mg, ou um montante total sobre o tamanho de um saquinho de pipoca não estourada. Depois disso, a agulha será retirada, alguma pressão será colocado no local para controlar a hemorragia, e a incisão será fechada com uma sutura. Você não vai notar a falta deste músculo, tanto cosmeticamente quanto funcionalmente. Há estudos em que mais de 400 mg foram removidos sem problemas.
Após o procedimento, você terá um curativo compressivo aplicado no local e sua coxa estará envolvida com um envoltório de compressão. Vai ser apertado, mas não deve ser doloroso. Na noite do procedimento, você será instruído a manter o joelho dobrado, tanto quanto possível, aplicar gelo para sua coxa, evitar calor ou massagem, e evitar medicação anti-inflamatória.“Você aguenta”.
Quer a versão curta? Eles meteram uma agulha em sua perna, cortaram o músculo para congelar e isso dói pra carr* # ho. Especialmente à noite.
A biópsia de gordura (AKA lipoaspiração barata) foi relativamente semelhante e descreveram-me o seguinte:
 “Antes de cada um dos três procedimentos de biópsia do músculo, obteremos um pequeno pedaço de gordura por baixo da pele a partir do quadrante exterior e superior da nádega sob anestesia local, utilizando uma agulha. A área da nádega é escolhida porque os participantes desta investigação são magros, e esta área é provável de gerar um maior acesso de gordura que outros locais comuns (por exemplo, abdômen, quadríceps, etc.). Uma agulha 16 G (tão espessa quanto uma moeda de 1 centavo) vai ser adaptada a uma seringa cheia com solução salina normal estéril, de modo a aplicar o vácuo. A agulha será inserida na gordura subcutânea e o tecido será “aspirado” pela seringa. A agulha será repetidamente inserida e retraída algumas vezes na camada de gordura para obter, pelo menos, 2 mg de tecido (cerca de uma gota de água) até cerca de 100 mg (peso equivalente de um palito de dentes) “.
Apesar das promessas de apenas uma parte do tamanho de um palito de gordura, este também doeu pra  cac* # e. Todos os detalhes sórdidos nas fotos abaixo.
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Agulha da biopsia enorme
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Congelando o tecido muscular exato para preservação
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Agora na minha nádega
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Minha gordura extraída na seringa.
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Resumindo os resultados: uma dieta à base de mais de 70% de gordura resultou em 5,2% de gordura corporal. Comer gordura não engorda pessoal.  Fiquem ligados na continuação deste artigo.