terça-feira, 5 de julho de 2016

A importância da L-Glutamina no sistema imunológico


A importância da L-Glutamina no sistema imunológico


Provavelmente você já ouviu falar que a L-Glutamina é um aminoácidos bastante importante para fortalecer o sistema imunológico, certo? E neste artigo você irá entender o motivo disso, como acontece e porque você precisa ter um sistema imunológico forte com a ajuda deste grande aminoácido.
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Não seria incomum se ao longo da sua vida você ouvisse dizer da importância de ter um bom sistema imunológico a fim de combater doenças e outros agentes prejudiciais ao corpo humano, não é mesmo? E também é bem provável que, se você já está na musculação há algum tempo, deve ter ouvido algo a respeito de que o exercício físico é capaz de debilitar o sistema imunológico e quanto mais fortalecido seu sistema imunológico estiver, melhor será a sua recuperação e os efeitos benéficos dos processos inflamatórios gerados pelas atividades físicas, não é mesmo? Ainda que não tenha se aprofundado tanto, deve ao menos ter ouvido que “não deveria treinar doente”, acertei?
Pois bem, desde muito cedo, um dos primeiro sistemas os quais passam por modificações no corpo do ser humano é o sistema imunológico, responsável por combater agentes patogênicos os quais possam surgir no decorrer de nossa vida. E esse sistema é um dos responsáveis por nos manter em boas condições e vivos.
Todo sistema vivo possui uma forma de combater esses patógenos e, no caso dos seres humanos, esse sistema é composto por inúmeras células de complexidade metabólica grande, dependentes de vários fatores, entre eles, algumas biomoléculas, tais quais as proteínas e aminoácidos, destacando-se como mais importante o aminoácido L-Glutamina.
Mas, qual exatamente a função da L-Glutamina no sistema imunológico? Como ela poderia contribuir para que o corpo obtivesse o máximo desse sistema, fazendo com que as atividades físicas pudessem ser ainda mais benéficas ao corpo e possíveis de gerar melhores resultados? Essas e outras questões serão aprofundadas adiante em um assunto que vai prender a sua atenção.

O sistema imunológico nos seres humanos

Existem muitas células, conhecidas como brancas, presentes no sistema imunológico humano. Elas desempenham funções indispensáveis para manter o corpo “protegido” de agentes externos os quais sejam prejudiciais. Entre essas células, as que mais se destacam são: os linfócitos, os macrófagos e os neutrófilos, responsáveis por desencadear mecanismos específicos nas ações de respostas à inflamações.
Os linfócitos, quando maduros, estão na corrente sanguínea e são normalmente recrutados em infecções bacterianas ou virais. Algumas classes de linfócitos, como os T-Linfócitos, por exemplo, são responsáveis ainda por estimular macrófagos e B-Linfócitos para auxiliar nesse combate.
Já os macrófagos, produzidos na medula óssea, são circulantes na corrente sanguínea ainda imaturos e conhecidos como monócitos. Quando eles capturam materiais desconhecidos (normalmente patógenos) ele promove uma apresentação dos antígenos por associações com o MCHII e secretam determinadas citocinas para determinadas situações.
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Já os neutrófilos, são conhecidos como a primeira linha de defesa do corpo e possuem função de fagocitose através de enzimas específicas, porém diferentes dos macrófagos, eles não possuem a capacidade de mostrar o material fagocitado, ou pelo menos nem parte dele.
E agora que sabemos como funciona o sistema imunológico, vamos aprender como podemos fortalecer ele com a ajuda da L-Glutamina, fazendo com que fiquemos menos doente e tenhamos uma recuperação otimizada, melhorando os resultados na musculação.

O metabolismo das células de defesa no corpo e a importância da L-Glutamina

A L-Glutamina é preferencialmente utilizado pelas células do sistema imunológico, mesmo que haja a presença de outros tipos de combustíveis, como a Glicose, por exemplo. Este aminoácido exibe uma fundamental importância que ela não pode ser substituída nem mesmo pelo ácido glutâmico.
Grande parte da L-Glutamina metabolizada é convertida em Aspartato, glutamado e lactato em condições apropriadas de gás carbônico (CO2).
Especificamente falando da ação da L-Glutamina para as células mencionadas do sistema imunológico, podemos citar:
T-Linfócitos: Essas são células as quais produzem citocinas as quais promovem receptores de citocinas nas superfícies das Células T, promovendo sua proliferação. Concentrações extracelulares de L-Glutamina regulam os linfócitos T e são essenciais na produção de (IL)-2 e na expressão de seus receptores.
B-Linfócitos: A diferenciação dos B-Linfócitos é dependente de L-Glutamina e cresce significativamente frente a boas concentrações do aminoácido.
Células LAK: Estudos demonstram que deficiências nos níveis de L-Glutamina prejudicam o potencial de ação das células LAK, inclusive em seu número frente a necessidades de respostas imunes.
Macrófagos: Apesar de se proliferarem bem menos do que os linfócitos, essas células, essenciais na produção de eicosanoides, na fagocitose, na secreção de radicais livres, na produção de inúmeras citocinas, também é prejudicada quando há baixas concentrações de L-Glutamina disponíveis.
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É importante considerarmos que a proliferação de linfócitos e macrófagos se dá em concentrações ideais de L-Glutamina, ou seja, a certo nível ultraconcentrado, ela passa a não existir ou ate mesmo diminuir. Portanto não vá se entupir de glutamina.

Deveríamos ingerir L-Glutamina via oral?

No caso dos praticantes de atividades físicas, o consumo mais comum de L-Glutamina é via oral, por meio de suplementos. Além disso, é óbvio que boa parte de nossa alimentação também fornece quantidades de L-Glutamina.
Todavia, os estudos são muito controversos no que tange o uso ou não da L-Glutamina. Isso porque, grande parte deles demonstra uma incerteza no uso. Por exemplo, há estudos que com doses relativamente baixas via oral, conseguem bons resultados, outros apenas em dosagens superiores. Mas, ainda há estudos que não conseguem quaisquer benefícios com a L-Glutamina.
Muito provavelmente essa discrepância de dados se dá por conta da diversidade dos indivíduos (e de seus respectivos estados fisiológicos)  e de protocolos, os quais não podem ser comparados quando são diferentes entre si.
Sabe-se que o aminoácido em questão possui ação não somente no sistema imune, mas auxilia na síntese de glicogênio, na síntese proteica, entre outros processos importantes para o praticante de musculação. E pelo sim ou pelo não, grande parte dos praticantes de musculação fazem uso desse composto. Curiosamente ou não, a maioria desses que optaram pelo uso da L-Glutamina,conseguem sentir melhoras no rendimento ou mesmo na recuperação e na manutenção do sistema imunológico quando usam L-Glutamina.
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Portanto, apesar da controversa dos estudos, é importante considerarmos a nossa própria experiência ao optarmos ou não para o uso da L-Glutamina suplementada. Logo, vale a pena o teste da suplementação para ver se você terá bons resultados.
Conclusão:
Apesar de ter muitas funções no corpo humano, a L-Glutamina desempenha papel fundamental servindo como combustível para o sistema imunológico (células) e pode ser considerado um aminoácido de extrema importância para a vida e para o praticante de atividades físicas.
O uso ou não da L-Glutamina pode variar de acordo com sua individualidade e resposta ao aminoácido suplementado. Portanto, é sempre interessante testar antes de tudo.
Boa suplementação!

COMO ESCOLHER LEGUMES, VERDURAS E FRUTAS NO MERCADO

COMO ESCOLHER LEGUMES, VERDURAS E FRUTAS NO MERCADO

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Ricos em nutrientes e com poucas calorias, legumes, frutas e verduras são alimentos essenciais no cardápio diário, pois contribuem para uma alimentação balanceada e saudável. Assim como consumi-los é muito importante, é primordial também saber escolher sua qualidade. Dessa forma, você evita também o desperdício de alimentos.
De modo geral, recomenda-se evitar qualquer alimento com pontos pretos (sinal de podridão), machucados ou rachados (indica que, além de não serem frescos, podem estar com algum tipo de contaminação). Preste atenção também em alimentos com brotos, como batata e cebola, por exemplo, pois é sinal de que são alimentos mais velhos.
Sendo assim, o Mais Equilíbrio separou algumas dicas para você de como escolher legumes, verduras e frutas, no mercado ou na feira:
Legumes e verduras
Escolher bem os legumes pode ser uma tarefa fácil, por isso é preciso prestar atenção aos detalhes.  Eles devem ter uma textura mais lisa, sem partes moles e sem machucados. Já as verduras precisam apresentam uma cor bem viva, sem folhas queimadas nas bordas ou amareladas.
Como escolher pimentão
Os pimentões de cores mais vivas e aroma perfumado são os mais indicados para consumo. Escolha os pimentões pesados e firmes.
Como escolher alho e cebola
Confira o aspecto dos dois itens usados como tempero. Eles devem ter a casca lisa, sem machucados e sem estarem murchos. Avaliar a textura e a aparência dos alimentos é importante na hora da compra.
Como escolher mandioca
O interior da mandioca deve ser de coloração branca e sem manchas pretas, e a casca deve se soltar com facilidade.
Como escolher alcachofra
Segure-a pela base e sacuda suavemente. Se o talo for flexível, sinal que está no ponto para ser consumida. Manchas pretas nas pontas das folhas ou na base indicam que já está mais velha. As folhas devem estar bem fechadas também, pois se abertas, o gosto pode ser amargo e a consistência, muito dura.
Como escolher berinjela
Prefira as de casca fina, lisa e brilhante, com formato comprido, mas não muito grande, uma vez que as maiores contêm mais sementes e fibras. As folhas na ponta da berinjela devem estar bem verdes e grudadas à casca.
Como escolher brócolis e couve flor
Ambos devem ser firmes e sem manchas amareladas, que indicam que o vegetal está velho. As flores devem estar bem fechadas, os talos firmes e as folhas frescas.
Como escolher milho verde
As melhores espigas são aquelas com a palha verde e macia, grãos grandes e brilhantes. Não compre se o legume estiver murcho e/ou com manchas.
Como escolher quiabo e cenoura
Cenouras muito grandes geralmente estão endurecidas. Os alimentos mais novos são mais crocantes. Pra saber isso, quebre a pontinha de ambos.
Frutas
As frutas devem ser selecionadas de modo que estejam no “ponto”, ou seja, sem verdes e nem maduras demais. Verifique itens como cor, textura e cheiro. O aroma da fruta é um indicativo de que ela está com boa qualidade. Preste atenção também na cor da casca e se ele possui machucados, o que mostra que a fruta não está boa para consumo.
Como escolher laranja e limão
As laranjas e limões de casca lisa e brilhante são os que possuem mais suco. Dê preferência aos mais pesadas e firmes, pois são mais suculentos.
Como escolher maçã
Verifique se a casca está com cor viva (quanto mais vermelha a casca, mais doce ela é) e sem machucados. Prefira as maçãs mais pesadas e que não tenham partes machucadas ou moles demais.
Como escolher mamão
Três aspectos importantes indicam a boa condição de consumo do mamão: casca da fruta bem firme, ausência de machucados ou rachaduras e ausência de manchas brancas de fungo. Prefira comprar mamões de casca amarelada.
Como escolher abacaxi
A fruta está no ponto quando, ao se retirar uma das folhas da coroa, ela sai facilmente. A casca não pode estar muito dura.
Como escolher abacate
Prefira as frutas mais pesadas e ligeiramente firmes. Quando maduro, ao pressionar a casca, essa deve estar firme, porém macia. Quanto menos manchas na casca do abacate melhor.
Como escolher maracujá
Escolha os mais pesados, pois os leves têm pouca polpa. No caso do maracujá azedo, a casca enrugada indica que já está maduro. Já no do maracujá doce, a casca deve ser lisa e brilhante.
Como escolher melancia e melão
A casca dessas frutas deve ser firme, brilhosa e sem manchas escuras. Elas devem ter peso proporcional ao seu volume e para saber se estão maduras, bata com o nó do dedo na casca. Se sair um som abafado, estão maduras.
Como escolher banana
Prefira as menores e mais gordinhas, pois têm mais sabor e nutrientes. Você pode comprá-las ainda verdes, basta deixar fora da geladeira que elas amadurecem mais facilmente.

Coragem e entusiasmo

Coragem e entusiasmo


“Deus deu para cada um de nós um avião como um presente. Nós podemos viajar a qualquer lugar em um segundo com ele. Este avião é o avião da mente que tem de estar em boa ordem de funcionamento. Um avião precisa de asas. As asas são a coragem e o entusiasmo. Essas são as asas esquerda e direita do avião. Sem elas podemos ter muitas ideias, mas, então, os pensamentos inúteis vêm e interferem nos planos. É a coragem que faz com que a tarefa seja cumprida. Portanto verifique sua asa de coragem. Ela é forte?”
Dadi Gulzar

Dieta alta em gordura sempre vence

Dieta alta em gordura sempre vence

espeto low-carb

Dietas baixas em gorduras e proteínas sempre falham a longo prazo. A curto prazo fornecem resultados satisfatórios, porém apenas em ambientes de estudo controlado. Assim que os participantes dos experimentos clínicos voltam a vida real, o efeito sanfona predomina.
A regra é clara Galvão! Os dados não falham.
Duas variações da dieta DASH foram elaboradas pelos pesquisadores de um estudo publicado na ilustre American Journal of Clinical Nutrition, uma rica em gordura e mais reduzida em carboidratos e outra mais moderada em carboidratos e gordura. A fonte de gordura adicionada a dieta DASH mais alta em gordura foi de laticínios integrais e sem açúcar, ao invés de laticínios desnatados e com açúcar (o padrão moderno recomendado como “saudável”).
Laticínios integrais foram melhores para saúde lipídica e das lipoproteínas (colesterol) do que laticínios desnatados com açúcar (baixos em calorias).
A dieta DASH alta em gordura foi similar a dieta paleo em muitos aspectos, exceto pela porção de grãos integrais adicionada na primeira.
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título dash
Segue na tabela abaixo, um modelo de dieta DASH tradicional (não exatamenta a mesma do estudo) moderado em gordura, isocalórica (2000 calorias) com as respectivas porções de grupos de alimentos diferentes:
  • 7 a 8 porções pequenas de grãos integrais.
  • 4 a 5 pequenas porções de frutas
  • 4 a 5 pequenas porções de vegetais
  • 2 a 3 porções pequenas de laticínios desnatados
  • 2 porções de carnes diversas
  • 4 a 5 porções pequenas de nozes, sementes ou oleaginosas.
  • 2 a 3 porções pequenas de gordura
dash diet
Foi um ensaio clinico, randomizado e cruzado (crossover) com 36 participantes, 3 etapas de 3 semanas de estudo cada. Em uma etapa os sujeitos do estudo consumiram a dieta DASH com menos gordura, em outra a dieta DASH rica em gordura e por fim, uma dieta controle (padrão).
Os cientistas mediram a concentração das partículas das lipoproteínas no sangue (um tipo de exame de colesterol mais específico). Houve aumento no tamanho das partículas de colesterol LDL na dieta mais alta em gordura (coisa boa).
Houve diminuição dos triglicérides e VLDL (colesterol/gordura ruim no sangue) também na DASH alta em gordura com relação as outras 2 dietas.
Também não houve diminuição do colesterol bom (HDL) na DASH alta em gordura como no caso das outras duas dietas. E na dieta DASH tradicional, houve alterações menos importantes no que se diz respeito redução de risco cardíaco dos pacientes.

Resultado e conclusão do estudo:


RESULTADOS:
Trinta e seis participantes completaram todos os 3 períodos dietéticas. A pressão arterial foi reduzida de forma semelhante com a dieta DASH tradicional e as dietas DASH alta em gordura (HF) em comparação com a dieta controle. A dieta DASH alta em gordura (HF) reduziu significativamente os triglicéridos e concentrações de partículas de lipoproteína de muito baixa densidade (VLDL) grande e média  e aumentou o o diâmetro de partículas LDL em comparação com a dieta DASH tradicional. A dieta DASH tradicional, reduziu o colesterol LDL significativamente, o colesterol HDL, apolipoproteína A- I, lipoproteína de densidade intermediária e partículas de LDL grandes e diâmetro de LDL em comparação com a dieta controle .
CONCLUSÕES:
A dieta DASH alta em gordura reduziu a pressão sanguínea, na mesma medida como a dieta DASH normal, mas também reduziu as concentrações de triglicéridos no plasma e de VLDL, sem aumentar significativamente o colesterol LDL. Este estudo foi registrado na clinicaltrials.gov como NCT01404897 .
Fonte original:
dash alta em gordura
Este estudo representa outros experimentos já conduzidos sobre o efeito benéfico das gorduras saturadas e monoinsaturadas na perda de peso a curto e médio prazo. Neste caso especificamente, a gordura saturada dos laticínios.
Pois bem, agora o que que os estudos a longo prazo demonstram sobre as dietas altas em gordura na melhora do peso e da saúde?Vejam este excelente estudo de longa duração publicado no famoso jornal “The New England Jornal of Medicine”

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“MÉTODO
Neste ensaio clínico de 2 anos nós distribuímos aleatoriamente 322 indivíduos moderadamente obesos (idade 52 anos significa, índice de massa corporal 31, 86% dos participantes do sexo masculino) a uma das três dietas:  dieta com baixo teor de gordura com restrição calórica; Mediterrânea com restrição calórica; ou  dieta baixa em carboidratos e sem restrição de calorias.
Em vermelho está a dieta baixa em gordura ao longo de 24 meses (meses na linha horizontal inferior), em amarelo a dieta mediterrânea relativamente alta em gordura, e por fim em azul a dieta low-carb alta em gordura.
aderência low-carb
CONCLUSÕES
A dieta Mediterrânea e dietas baixas em carboidratos são alternativas eficazes com relação a dietas com baixo teor de gorduras. Os efeitos mais favoráveis ​​sobre os lipídios (com a dieta pobre em carboidratos) e sobre o controle da glicemia  (com a dieta mediterrânea) sugerem que as preferências pessoais e considerações metabólicas podem informar o uso INDIVIDUALIZADO de intervenções dietéticas. (Número ClinicalTrials.gov, NCT00160108.)”
A dieta baixa em gordura foi MUITO inferior em um período de dois anos com relação as duas dietas altas em gordura, a Low-carb e a Mediterrânea.”
A dieta mediterrânea foi relativamente alta em gordura. Portanto, qual foi o denominador comum de sucesso a longo prazo mesmo? EXATO, uma dieta alta em gordura e também, uma dieta baixa em carboidratos.
Uma série de estudos apontam na mesma direção…

Dietas Low carb x diabetes


Dietas Low carb x diabetes

by Juliana Crucinsky
De um tempo pra cá a "dieta low carb" tem sido falada (e praticada) com bastante frequência e atualmente este tem sido um dos principais motivos pelos quais os pacientes me procuram, seja apenas para controlar a glicemia, para prevenir o diabetes (tipo 2) ou para perder peso.
Mas antes de começar a falar dos benefícios da dieta low carb no diabetes, é importante falarmos primeiro sobre o que seria "low carb"...
Pra inicio de conversa não há uma única dieta low carb... e esse é um dos motivos pelos quais não gosto muito de ser chamada de "Nutricionista low carb", pois low carb pode seguir uma abordagem bastante saudável como nas dietas no estilo Paleolítico (que já falei aqui, aqui e aqui), como pode ser também algo bem "trash" e prejudicial a saúde (quando se exclui frutas e hortaliças, e a alimentação fica a base de embutidos, queijos gordurosos, adoçantes artificiais e até... refrigerantes zero e gelatina diet!).
Outra questão importante é o que se considera e qual a quantidade de carboidratos ingerida...
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Imagem encontrada na internet
Partindo das recomendações habituais de carboidratos numa dieta tradicional padrão, qualquer quantidade abaixo de 50% das calorias diárias vindo dos mesmos ja pode ser consideradalow carb. Mas alguns mais radicais só consideram low carb "de verdade" quando a ingestão máxima de carboidratos/dia não passa de 20 gramas!
Eu particularmente considero 20g/dia um valor absurdamente baixo e desnecessário a grande maioria das pessoas e por vários motivos:
Como o cérebro usa preferencialmente a glicose como combustível, o próprio corpo (enquanto usa os corpos cetônicos, vindos da gordura e de alguns aminoácidos) se encarrega de gerar glicose (a partir das proteínas, sejam da alimentação, seja da massa muscular) para o cérebro e isso pode aumentar a glicemia. Além disso, para manter níveis tão baixos de carboidratos, é necessário abrir mão de muitos alimentos saudáveis, como frutas e legumes (principais fontes de compostos bioativos de ação anti-inflamatória e antioxidante; vitaminas, minerais e fibras), ao mesmo tempo em que se aumenta a ingestão de alimentos com mais proteinas e gorduras.
Não que gordura seja tão prejudicial assim (estou falando da gordura naturalmente presente nos alimentos e não há gordura hidrogenada, nem na margarina ou óleos vegetais refinados), mas muita gordura a base de embutidos e laticínios (em vez de gordura das frutas e sementes oleaginosas, por exemplo) aumenta o risco de inflamação e doenças cardiovasculares. Outro problema do excesso de proteínas, embutidos e laticínios é a grande quantidade de sódio presente nestes alimentos, que aumenta o risco de cálculos renais, perda de cálcio ósseo (aumentando o risco de osteoporose) e ainda o risco de câncer de estômago! Também é sempre bom lembrar que diabéticos estão mais propensos a problemas renais (nefropatia diabética)...
Entretanto, quando se faz uma restrição moderada de carboidratos, equilibrando carnes mais magras (e peixes, aves, etc) e ovos com frutas e hortaliças diversas (incluindo tubérculos), é possível equilibrar a glicemia, sem prejudicar o funcionamento renal, protegendo os ossos e ainda mantendo o corpo protegido da inflamação e dos radicais livres. Nesse caso, ao evitar farinhas, pães e massas já reduzimos o carboidrato de forma significativa!
E o que tudo isso tem a ver com o diabetes???
Bom, seja no DMI ou no DMII, é necessário controlar a glicemia e garantir que a insulina (exógena, tomada como medicação ou endógena, produzida pelo próprio corpo) funcione adequadamente*. Em ambas as situações, é preferível manter uma dieta moderadamente baixa em carboidratos (algo em torno de 40% das calorias diárias) de baixo índice glicêmico, bem distribuidos ao longo do dia. Assim, é possível também favorecer a perda de peso e a manutenção de um peso saudável a longo prazo, e ainda garantindo a ingestão de todos os nutrientes necessários à saúde.
Em todos os casos de diabetes, pode-se dizer que há presença inflamação, aumento da permeabilidade intestinal e endotoxemia (passagem dos LPS os dos fragmentos das bactérias intestinais - bactérias "do mal" - para o sangue) e uma dieta nos moldes da Paleo se mostra benéfica, pois diminui a inflamação, diminui a permeabilidade (ao excluir trigo, lácteos e lectinas, proteínas presentes em alguns grãos e farinhas) e ainda (por ter uma boa quantidade de fibras), melhora a microbiota intestinal.
*No DMI, a contagem de carboidratos costuma ser feita, para ajustar a dose de insulina de acordo com cada refeição. É uma boa forma de promover o controle glicêmico, porém é importante chamar a atenção que os carboidratos não são todos iguais e que mesmo que a glicemia baixe com uma dose mais alta de insulina, a formação de AGEs (compostos de glicação avançada) pode ocorrer, prejudicando a saúde, além do aumento dos níveis de colesterol, triglicerídios e esteatose hepática (acumulo de gordura no fígado). A contagem existe para permitir maior flexibilização da dieta, mas não para liberar uma "overdose" de carboidratos de alto índice glicêmico presentes em alimentos pobres em nutrientes!