quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Palestra de Lara Maciel sobre DM1 e low carb

Palestra de Lara Maciel sobre DM1 e low carb

Vamos começar colocando em destaque o aviso que consta desde sempre no rodapé deste blog: "Este blog expressa apenas minhas opiniões pessoais baseadas em minha interpretação do estado atual da ciência. Não é possível realizar consultas médicas via internet. As opiniões expressas neste blog não podem substituir as de seu médico. As sugestões de conduta são genéricas, e podem não estar indicadas para uma pessoa específica. Se você optar por seguir alguma das opiniões aqui expressas, faça-o com o conhecimento de seu médico."

É preciso deixar muito claro que diabéticos tipo 1 não podem adotar uma dieta low carb sem acompanhamento profissional e com a redução concomitante das doses de insulina, sob risco de hipoglicemias potencialmente fatais.

Por outro lado, feito da forma correta, não há nada melhor. Quem tiver curiosidade de ver incontáveis exemplos reais de diabéticos tipo 1 com hemoglobinas glicadas NORMAIS e drástica redução dos episódios de hipoglicemia através do emprego desta estratégia, clique aqui.

Na palestra que vocês verão mais abaixo, Lara Maciel faz menção ao livro que eu indico a todo o profissional de saúde que pretenda manejar diabetes tipo 1 (DM1) com low carb, bem como aos pacientes acometidos por esta . Na verdade, considero como sendo leitura OBRIGATÓRIA nesta circunstância. Eis o livro:


O que o livro indica, o que a Lara Maciel nos mostra através de sua própria experiência como paciente na palestra mais abaixo, e o que o seguinte ensaio clínico randomizado prova é que low carb permite, ao reduzir as doses de insulina necessárias, minimizar o ERRO para mais ou para menos na dosagem de insulina e, com isso, reduzir drasticamente a VARIABILIDADE da glicemia e, o que é mais importante, reduzir os episódios de hipoglicemia.


A conclusão do estudo foi a seguinte: "In conclusion, one week of LCD resulted in more time in euglycaemia, less time in hypoglycaemia, and less glycaemic variability without altering mean glucose levels compared with HCD. Cardiovascular risk markers were unaffected, while fasting glucagon, ketone bodies and free fattyacids levels were higher at the end of the LCD-week compared with the HCD-week."
"Em conclusão, uma semana de LOW CARB resultou em mais tempo com glicemia normal, menor tempo em hipoglicemia e menor variabilidade glicêmica, sem alterar os níveis médios de glicose em comparação com dieta de alto carboidrato. Os marcadores de risco cardiovascular não foram afetados, enquanto o glucagon de jejum, os corpos cetônicos e os níveis séricos de ácidos graxos livres foram maiores após uma semana do LOW CARB em comparação com uma semana de high carb."
Recentemente, escutei um podcast com a participação do Dr. Jake Kushner. Trata-se de um médico completamente mainstream, não é nenhum praticante de "medicina alternativa". Na verdade, é nada mais nada menos do que o chefe do Serviço de Diabetes e Endocrinologia Pediátrica do Baylor College of Medicine em Houston, Texas.  O podcast pode ser escutado aqui
Dr. Jake A. Kushner, M.D., chefe da endocrinologia pediátrica do Baylor College
Como o próprio Kushner relata no podcast, low carb ainda é uma abordagem pouco utilizada para diabetes tipo 1 (e ele também indica o livro do Dr. Bernstein, responsável por sua mudança de visão sobre o assunto), mas seu uso é obviamente racional do ponto de vista fisiológico, e os resultados anedóticos são realmente espantosos. Não deixe de ouvir, especialmente se você é profissional da saúde.

***

Lara Maciel
Por ocasião do Workshop Low Carb promovido pelo curso de Nutrição da Univiçosa, tivemos o prazer de assistir a uma palestra muito especial. A palestrante, Lara Maciel, não é profissional de saúde. Mas sabia muito mais do que TODOS nós sobre o manejo nutricional do diabetes tipo 1. Afinal, ela mesma é portadora da doença desde os 7 anos de idade, e foi apenas após a leitura do livro do Dr. Bernstein e após adotar a abordagem low carb que finalmente conseguiu controlar adequadamente a glicemia, evitar as hipoglicemias e ganhar saúde e qualidade de vida.

Com vocês, a emocionante palestra de Lara Maciel no Workshop Low Carb promovido pelo curso de Nutrição da Univiçosa:


Comer colesterol aumenta o colesterol?



O colesterol encontrado nos ovos são absorvidos diretamente pela corrente sangüínea?

Uma das preocupações mais comuns das pessoas é sobre taxas de colesterol e sua relação com a alimentação. A seguir uma resposta de um pesquisador desse campo, George Henderson, publicada no site Quora. No texto há links de conteúdos realcionados a sua explanação.


Sim. Se você não come colesterol, suas células irão fazê-lo, ou serão supridas em colesterol pelo fígado, o principal órgão produtor. A quantidade total feita diariamente é bem superior a um grama. Quando você come colesterol, seu fígado diminui a quantidade que você produz para compensar. Se você comer mais colesterol do que você pode compensar, a quantidade absorvida pelo intestino diminui e a quantidade excretada pelo fígado através da vesícula biliar aumenta, permitindo que a maioria dos humanos tolere uma ingestão muito elevada (de colesterol), ao contrário de alguns roedores e macacos. 
Colesterol de plasma normal em um homem de 88 anos que come 25 ovos por dia - Mecanismos de adaptação - NEJM
Algumas pessoas tem comentado sobre o colesterol de forma equivocada, em relação a molécula de esterol encontrada nos alimentos e produzida pelas células, em relação ao "colesterol" dos exames de sangue, que é de fato uma medida de lipoproteínas feitas pelo fígado. 
A síntese de colesterol no fígado é estimulada pela insulina e inibida pelo glucagon, então, se você estiver preocupado em ter "muito colesterol", a coisa mais sábia seria comer uma dieta que não causasse hiperinsulinemia. Se tal dieta inclui ovos, o efeito sobre os lipídios no sangue pode ser ainda mais benéfico. 
Os ovos modulam a resposta inflamatória às dietas restritas de carboidratos em homens com excesso de peso
O debate sobre lipoproteínas e doenças cardíacas está fora do horizonte desta questão, mas considere isso - se uma pessoa magra jejue por mais de um ou dois dia, o colesterol LDL aumentar muito e pode dobrar pelo dia sete. 
Pessoas com anorexia também podem ter taxas de LDL muito altas. Esses aumentos são muito maiores do que você pode conseguir apenas comendo gorduras saturadas. 
Assim, seria comer de menos a causa de uma doença cardíaca? Ou é a verdadeira causa da doença cardíaca os níveis de insulina excessivamente elevados depois de comer, o que não vemos nesses estados de fome? O nível de triglicerídeos em relação ao HDL correlaciona-se com insulina, não com gordura saturada, e é mais fortemente preditivo de ataques cardíacos do que o nível de LDL. As estatinas inibem a HMG-CoA redutase, a enzima ativada pela insulina, e apenas funcionam em pessoas com alto índice TG / HDL, ou seja, em pessoas com muita insulina. 
A importância da relação TG / HDL de jejum 


LINK do texto original AQUI

A preocupação continua: adoçantes não auxiliam, mas podem prejudicar?



Os adoçantes com baixa caloria não ajudam na  redução de peso - e podem levar a ganhar quilos


Publicado em 17/07/2017
Original de STATSNEWS.COM

Os adoçantes artificiais e com baixas calorias não parecem ajudar as pessoas a perderem peso - e em alguns estudos estão ligados com ganho de peso, diabetes e questões cardiovasculares, são os achados de um novo estudo.

Por que isso importa?

O consumo de edulcorantes artificiais nos EUA aumentou dramaticamente nos últimos 15 anos. Atualmente, o aspartame e a sucralose não estão apenas em refrigerantes diet/light e gomas de mascar, mas também no bolo inglês e nas pastas de dentes. Mas como promotores de saúde, os pesquisadores discordam. Alguns estudos mostram que eles ajudam pessoas a perderem peso, enquanto outras não mostram nenhum efeito ou mesmo aumentam de peso, ao lado de uma série de outros possíveis riscos para a saúde. Os pesquisadores queriam examinar mais amplamente o que está acontecendo fazendo uma análise em larga escala de dezenas de estudos sobre os adoçantes de baixa caloria.

O âmago da questão:

Os pesquisadores verificaram mais de 11 mil estudos sobre edulcorantes, o que incluiu tanto os adoçantes artificiais, como aspartame e sucralose, quanto as opções naturais como a stevia, buscando encontrar a mais alta qualidade e o mais longo prazo de pesquisa. A partir de então realizaram uma meta-análise de 37 estudos, dividindo-os em duas categorias principais: os ensaios randomizados controlados e estudos longitudinais. 
Em sete ensaios clínicos randomizados, o padrão-ouro dos estudos científicos, as pessoas que consumiram adoçantes artificiais não perderam ou ganharam mais peso do que os dos grupos de controle. Enquanto isso, uma re-análise dos 30 estudos longitudinais descobriu que as pessoas
que consumiram edulcorantes com baixas calorias em uma base regular eram mais suscetíveis à obesidade, diabetes e problemas cardiovasculares, como elevação da pressão sanguínea e acidente vascular cerebral ao longo do tempo. Os resultados foram publicados segunda-feira (17/07/17) noCanadian Medical Association Journal.
"Não há provas claras dos benefício dos adoçantes artificiais, e existe uma possibilidade de que eles tenham um impacto negativo, mas precisamos de mais pesquisas para descobrir com certeza", disse Meghan Azad, um epidemiologista da Universidade de Manitoba e autora principal do artigo.

Mas tenha em mente:

Muitos dos ensaios clínicos em que este estudo se baseou não alinharam como as pessoas consomem esses adoçantes no mundo real - por exemplo, os ensaios em geral fornecem aos sujeitos suplementos dietéticos ou refrigerantes com adoçantes, porém ignoram outras fontes, como as comidas. Esses testes também tendem a se concentrar em pessoas que já são obesas e querem perder peso, o que não é o caso de muitas pessoas que utilizam edulcorantes de baixa caloria na população em geral.
E enquanto os estudos longitudinais apontam para uma associação, eles não capazes de determinar umarelação de causa e efeito.

O que eles estão dizendo:

A endocrinologista pediátrica Dr. Kristina Rother, dos Institutos Nacionais de Saúde e que não estava envolvida no estudo, disse que se trata de um trabalho consistente e que traz a tona a necessidade de mais estudos bem elaborados sobre os adoçantes de baixa caloria. 
"Este material está em toda parte. Isso é algo que afeta bebês, crianças, adultos, idosos. Isso realmente afeta todos ", disse ela. "Nós precisamos saber o que os edulcorantes artificiais realmente fazem ".
A nutricionista Allison Sylvetsky da Universidade George Washington, que não estava envolvido no estudo, concordou. "Eu acho que o principal ponto a ser salientado é realmente que precisamos de mais compreensão do que poderia estar acontecendo fisiologicamente ", afirmou. Ela gostaria de ver estudos controlados randomizados que se concentram em marcadores de saúde além do aspecto do peso corporal, que inclui lipídios, níveis de insulina e marcadores inflamatórios.

Questão básica:

Os edulcorantes com baixas calorias de fato podem não ajudar com a perda de peso, e mais pesquisas são necessárias para entender se eles causam problemas de saúde e por quê.

LINK do original: AQUI 

Credibilidade vendida





Esse é um artigo do médico Jason Fung, nefrologista de Toronto, Canadá. Obviamente é um tema delicado. Em seu texto o dr. Fung faz um exame de uma inconveniente situação: a relação da indústria de medicamentos e o médico, especialmente o formador de diretrizes, Está no contexto americano, o que pode sem dúvida ser extrapolado para outros paí­ses, considerando que as grandes empresas de medicamentos são corporações multinacionais. Não se trata de uma perspectiva inconsistente ou subjugada por algo como a teoria da conspiração. Ele apresenta dados bem objetivos e podemos perseguir suas referências junto a fontes bastante fiáveis. Inúmeras perguntas são trazidas a tona. E uma emergente e genuína preocupação pode ser facilmente compreendida.

A corrupção da medicina acadêmica moderna - Como seu médico foi comprado

Publicação original em 26/07/2017

Muitos médicos estão genuinamente intrigados por que grande parte do público em geral não confia no que eles dizem. Por exemplo, há a história do GOOP. Gwenyth Paltrow vende muitos produtos de bem-estar cientificamente questionáveis em seu site, e há muitos médicos e "profissionais da saúde" vociferando para tentar "desmascarar" suas teorias. Mas, no final, o GOOP está vendendo milhões de dólares em produtos. O público votou com seu dinheiro, e ele escolheu Gwenyth em detrimento dos médicos. Por quê?
Então, há a controvérsia anti-vaxxers (anti-vacinação). Mais uma vez, celebridades como Jenny McCarthy afirmam que as vacinas causam autismo. Muitos médicos estão com a boca espumando e, ruidosamente, "desmascaram" essas teorias. Apesar desses protestos, temos surtos ocasionais de caxumba, onde as crianças não foram devidamente vacinadas. Novamente, o público votou com seus filhos, e ele escolhe Jenny em relação aos médicos. Mais uma vez, por quê?



Temos em curso também a controvérsia das estatinas. Estes medicamentos para reduzir o colesterol podem ter benefícios par aqueles com doença cardiovascular conhecida, mas estão aumentando a prescrição como "prevenção primária", isto é, em pessoas saudáveis para prevenir doenças cardíacas. Embora pareça uma boa, isso ignora o fato de que todos os medicamentos têm efeitos colaterais e que os benefícios em uma população com menor risco são, por definição, muito menores. Tomar um comprimido para evitar um único caso de doença cardíaca pode significar o tratamento de centenas ou mesmo milhares de pessoas por décadas desnecessariamente.
Muitos médicos culpam a ignorância e a mídia por esses fenômenos, mas isso é simplesmente uma atitude condescendente. A verdade é essa. Muitas pessoas simplesmente não acreditam mais nos médicos.
Mas por que? A resposta é $$$$. Simplesmente, o público não confia nos médicos porque eles tem conhecimento que muitos médicos, especialmente aqueles da medicina acadêmica e das universidades estão nos negócios. Um excelente estudo do Dr. Vinay Prasad ilustra o problema precisamente. Ele analisou 37 médicos "peritos" que falaram em nome das empresas farmacêuticas. De forma não surpreendente, eles estavam recebendo quantidades significativas de dinheiro da Big Pharma - uma média de US $ 39.316. E também não se trata de quaisquer médicos.
Existe uma clara correlação entre o número de artigos que eles escreveram (ou foram citados) e o montante recebido. Isso significa que esses "especialistas" são os professores e médicos de todas as melhores universidades de todo o mundo. Estes são os médicos que ensinam outros médicos e estudantes de medicina. Em geral, quanto mais proeminente for o médico, mais dinheiro ele recebe da indústria.




Alguns estão recebendo centenas de milhares de dólares. Um estava literalmente fora da curva, recolhendo algo ridículo como $ 2,8 milhões de dólares da Big Pharma. US $ 2,8 MILHÕES !!!
A parte triste é que todos reconhecem o inerente conflito de interesses. Se um médico está recebendo milhões de dólares de uma empresa de medicamentos, então há uma boa chance de sua opinião pública refletir esse enorme pagamento e não será uma opinião imparcial. Além disso, os médicos muitas vezes tentam esconder esse enorme patrocínio do olho do público, tornando-os muito menos credíveis.
Por exemplo, se LeBron James (LeBron Raymone James é um jogador de basquete norte-americano que joga pelo Cleveland Cavaliers da NBA) aparece em um comercial para Sprite, sabemos que ele está sendo pago por isso. Nós não ficaremos exatamente surpresos se descobrimos que ele provavelmente raramente bebe bebidas açucaradas, porque, bem…, é ruim para o desempenho atlético e ele não é estúpido. Mas LeBron nunca tenta esconder seu patrocínio, e pode orgulhar-se disso. Esse não é o caso dos médicos. Eles tentam obscurecer esse fato em todos os lugares que vão.


Vejamos a controvérsia do açúcar. Aqui está o Dr. Sievenpiper, um médico do Hospital St. Michaels da Universidade de Toronto, argumentando que a frutose e o açúcar são realmente BONS para você. WTF ??? (Que “M" é Essa?)
Todo mundo e também sua avó sabem que o açúcar não é bom para você. Mesmo se você achar que se trata apenas de calorias vazias (é bem pior do que isso), você teria que ser um idiota para acreditar que a frutose deveria ser "endossada novamente" como saudável. Mas aqui está Sievenpiper dizendo exatamente isso (obs.: os xaropes de glicose são xaropes de milho de alto teor de frutose).
Mas ele é médico, não é? Bem, ele também está massivamente sob os insumos da Associação de Refinadores de Milho. A manchete do National Post diz tudo, "o pesquisador canadense recebeu centenas de milhares de fabricantes de refrigerantes e indústria açucareira". Sievenpiper escreveu 22 estudos ou opiniões nos últimos 3 anos que, surpresa surpresa, afirmam que o açúcar não é o culpado.





Você também pode observar o exemplo das estatinas. O Dr. Aseem Malhotra, líder em cardiologia do Reino Unido, junto com a Dra. Maryanne Demasi e o Dr. Robert Lustig, todos os quais não retiram dinheiro aos fabricantes de medicamentos, (juntos) escreveram um comentário excelente argumentando que a hipótese de colesterol está morta (tradução AQUI). Em resposta, o cardiologista Dr. Steven Nissen afirmou que "cultos dirigidos pela internet " estavam assustando pessoas para se distanciarem das estatinas. Ambos são cardiologistas. Quem está certo e quem está errado? O público não tem como saber.
Ah, mas vejamos os pagamentos do Dr. Nissen pela Big Pharma. De acordo com a ProPublica, o Dr. Nissen havia registrado um holerite de US $ 80 mil de empresas de fármacos no ano passado. Agradável. Ah, certo, ele recebeu de três das das maiores empresas de medicamentos (Amgen, Pfizer e Astra Zeneca) no planeta para pesquisar e escrever artigos. O Dr. Nissen afirma histericamente que os "cultos" estão assustando as pessoas para longe das estatinas que salvam vidas e que, se os escutássemos, todos morreriam. Engraçado, o Dr. Nissen parece engajado em promover muito medo com a finalidade de incitar as pessoas a tomar seus medicamentos (altamente lucrativos).



É verdade? As pessoas começariam a morrer em massa se todos parassem suas estatinas? Bem, este artigo responde a essa pergunta . Na França, uma intensa controvérsia com estatinas em 2013 levou as interrupções desse medicamento em 50% em relação a 2012 e 2011. Muitas pessoas morreram como resultado, certo? De modo nenhum!
Não houve “A Tragédia de Saúde", apesar da tentativa histérica dos médicos. Houve 2000 MENOS mortes em 2013. E em termos de óbitos por doenças cardíacas, houve menos 1.200 mortes. Sim, você leu corretamente. Havia menos mortes quando as pessoas pararam sua medicação. Não posso dizer que isso seja um resultou direto, mas certamente o desastre previsto nunca aconteceu. Mais uma vez, as pessoas estão prevendo um desastre, como fizeram quando o Dra. Demasi produziu seu documentário corajoso 'Heart of the Matter’ (disponível nesse LINK).

Nesse gráfico é mostrado como o médico está subvencionado pelas indústrias farmacêuticas: desde a pesquisa, estudos clínicos, consultoria, conferências com despesas de viagem pagas, palestras etc. 
O público em geral não é estúpido. Eles entendem que muitos médicos estão na folha de pagamento da Big Pharma, mas estão desesperados por esconder esse fato. Eles entendem que as pessoas que devem ser as mais experientes - os professores da universidade e os médicos nos hospitais de ensino e os pesquisadores que escrevem os artigos são os que estão tirando mais $$$.  Eles estão negociando seu prestígio acadêmico por muito dinheiro em uma forma de prostituição intelectual.
Dos 22 membros da Canadian Cardiovascular Society, 20 receberam dinheiro da Big Pharma. O CCS é responsável por escrever todos os tipos de diretrizes que os médicos seguem no tratamento de doenças cardíacas. No entanto, 91% dos médicos que escrevem essas influentes diretrizes estão diretamente sob pagamento da Big Pharma. Não é de se surpreender, que essas diretrizes respaldam energicamente o uso liberal de estatinas. Deveria estar sendo distribuída pela água das torneiras! As pessoas que deveriam dar a segurança de proteção ao público estão vendidas.
Então, há dinheiro sendo canalizado em coisas como o impressionante Centro Canadense de Pesquisa para o Coração (Canadian Heart Research Center), com muitos professores da Universidade de Toronto. Esta é realmente apenas uma operação de lavagem de dinheiro dos produtos farmacêuticos. Todas as grandes empresas farmacêuticas derramam milhões de dólares neste "Centro de Pesquisa", que produz "infomercialidades" com pouco disfarce voltadas para o seu médico local.
Por exemplo, considere este programa de uma organização similar. "Insulina para Diabetes" Como é excitante. (“Insulin in Diabetes” How exciting). Pena que não existe um único estudo na história da humanidade que demonstre que a insulina no diabetes tipo 2 melhora os resultados de saúde. Uma vez que 90% da diabetes é do tipo 2, então este título implica uma completa mentira - que a insulina beneficia a diabetes tipo 2.


Mas de ainda assim, aqui estão os médicos que concordaram em participar. Dr. Zinman, professor da Universidade de Toronto, Dr. Cheng, professor da U de Toronto. Dr. Gerstein, professor da McMaster University, Dr. Perkins, professor da U de Toronto, Dr. Yale, professor da McGill. Praticamente os chefes de todos os departamentos de endocrinologia nas principais universidades do Canadá.
Todos decidiram desistir do sábado para educar os médicos de família. Dificilmente. Cada um está levando milhares de dólares para casa enquanto promove a obesidade induzida pela insulina. Nem uma única leitura deste programa de 8 horas é dedicada a dieta ou exercício adequados. Não. Drogas, drogas, drogas é o que paga as contas da escola particular. Eles estão tirando dinheiro de uma cabala de beneficiários de insulina para entregar uma mensagem de vendas tendenciosa e disfarçada a pedido de seus senhores farmacêuticos.
As empresas farmacêuticas podem pagar essas organizações de pesquisa falsas para colocar esses eventos (infomercials) e fingir que estão apoiando a "pesquisa". Dinheiro lavado com sucesso. É um segredo aberto entre os médicos. Todos sabemos que esses eventos não são gratuitos para serem organizados. Todo mundo recebe o pagamento.
Para os clínicos gerais participantes, há café da manhã, almoço e lanche grátis. Eles recebem essa apresentação corrupta e tendenciosa de peito aberto, acreditando que estão aprendendo sobre os desenvolvimentos mais recentes nesse campo. Eles repassam essa propaganda para seus pacientes sob boa fé, mas com maus remédios.
Claro, a Big Pharma financiou tudo com a melodia de dezenas ou centenas de milhares de dólares. E eles sabem que estão recebendo um bom retorno sobre seu investimento. O Journal of Clinical Oncology publicou um artigo que mostra que em oncologia (câncer), os pagamentos aos médicos resultam em um incremento de até 78% na prescrições de seus medicamentos.
Então, por que o público em geral é tão desconfiado dos médicos? Bem, o público teria que ser louco para confiar em nós, dado o dinheiro que flui ao redor do sistema. Mas a culpa é nossa. Um excelente primeiro passo é a revelação (de conflito de interesses), como feito nos EUA e também há um movimento no Canadá nesse sentido. Mas isso não é suficiente. A única maneira de restaurar a confiança é parar completamente com todos esses pagamentos. Honestamente, é realmente demais pedir que os "especialistas" (American Heart Association, American Diabetes Association, Canadian Cardiovascular Society), que aconselham a população sobre as melhores drogas e as melhores dietas, para NÃO receberem dinheiro das companhias farmacêuticas?



TEMPO SOB TENSÃO NA MUSCULAÇÃO - QUAL A IMPORTÂNCIA?

TEMPO SOB TENSÃO NA MUSCULAÇÃO - QUAL A IMPORTÂNCIA?




Você já parou para observar quanto tempo está durando cada série que você faz na academia? Eu já, e é muito provável que ela esteja durando entre 15 e 20 segundos, ou até menos. Como comparação, as séries dos meus alunos frequentemente duram mais de 60 segundos.  

Ok, e o que isso influencia?

Primeiramente, quem fica 60 segundos sob tensão está expondo os músculos aos mecanismos relacionados à hipertrofia 3 vezes mais tempo do que quem fica 20. Para ficar o mesmo tempo sob tensão, você precisa fazer 3 séries, o que implica num treino menos intenso e mais demorado. Veja, minha aluna ficou contraindo músculos por um minuto direto. Pra atingir 60 segundos sob tensão, você precisou de 3 séries com intervalos entre elas.

Em séries (10 ou + reps) que duram menos de 20 segundos fica nítido que não há real controle da contração muscular. Os movimentos concêntricos e até excêntricos estão “largados”, afinal cada repetição dura no máximo 2 segundos. Como referência, os estudos com controle decadência usam no mínimo o dobro deste tempo.

Fazer movimentos rápidos implica num aproveitamento indevido e indesejado do componente elástico do músculo, que acaba por ajudar a realizar as repetições. Num agachamento isso significa ficar “quicando” na transição excêntrica → concêntrica. Num treino de hipertrofia isso não é bem-vindo por uma série de fatores, exceto se a periodização contemplar treinos pliométricos. Mas você sabe quando e por que fazer um treino pliométrico? Será que seu treinador sabe?

Importante destacar que pegar impulso para fazer o movimento ficar mais fácil ou acabar a série mais rapidamente, além de desinteressante para objetivos como hipertrofia e emagrecimento, também é mais arriscado para articulações e músculos.

No vídeo, repare na fluidez do movimento. Isso acontece como consequência do controle consciente da contração muscular. Não há trancos, não há momentos de aceleração nem desaceleração abruptos, não há “roubo”. Perceba que essa série dura mais de 90 segundos! E, meus amigos, treinar assim é difícil pra caráleo!

Muito importante saber que o músculo não enxerga carga ou número de repetições: a grosso modo, ele percebe o esforço. Então a dica geral na musculação é dificultar o exercício. Evidentemente, há muitos outros detalhes, mas por ora te convido a reparar em quanto tempo dura as séries do pessoal da sua academia. E, claro, sugiro que experimentem fazer suas séries exatamente como no vídeo. Me contem depois como foi!

Um abraço e ótimos treinos!

terça-feira, 1 de agosto de 2017

Harmonia interior

Harmonia interior


"A alma que dança a dança do amor próprio, de sua beleza, é a alma que conhece sua realidade. Consciência da alma é a arte na qual todas as virtudes são aparentes. É o método refinado de elevar a consciência para além do mundo material e sublimar o grosseiro com o sutil. Consciência da alma é o eu essencial. Conhecer o eu dessa forma é o atalho para a harmonia interior. Visualizar, realizar e experimentar o eu como um ser completo e soberano é bem-aventurança."